Big Brother Brasil e Duas Caras: Sintomas e Questões Compartilhadas
Big Brother Brasil e Duas Caras:
Sintomas e Questões Compartilhadas
Por Arthur Meucci
Alguns dos novos amigos que fiz na internet por conta de meu blog, principalmente os da comunidade “Ilha de São Caetano” no Orkut, me pediram reflexões sobre o Big Brother Brasil. Assunto complicado, pois muito já se escreveu sobre o tema. Surgiu a idéia de compará-lo com a novela Duas Caras. De início achei um pouco leviano. Igualar um produto cultural como o BBB com a novela Duas Caras, que em minha opinião é uma das melhores novelas já feita no Brasil, me parecia uma heresia estética. Com o tempo a idéia se aprimorou. Os conceitos floresceram, e as idéias gerais que envolvem ambas se tornaram muito relevantes para discutirmos questões mais profundas sobre o telespectador brasileiro.
No artigo anterior, “Brasil, Urgente: Tenha Calma!”, falei sobre a teoria do processo de enculturação midiática de George Gerbner. Mostrei como os produtos midiáticos distorcem a realidade do telespectador. Como faz com que ele veja o mundo segundo uma estrutura simples e maniqueísta. A vida é tida como uma batalha entre o “bem” e o “mal” que envolve mocinhos, vilões e vitimas.
Esta estrutura imposta culturalmente desde os primórdios da civilização está na base dos fracassos e sucessos que vemos no BBB e na novela Duas Caras. O início dos BBBs geralmente tem baixa audiência. Isto ficou muito claro com o início do BBB8, assim como na novela global em questão. Com o passar do tempo, a manipulação na edição do programa, e a interferência direta da produção, o BBB consegue um grande salto. Sucesso este que a novela de Aguinaldo Silva tenta imitar. Mas o que ocorre exatamente? Convido o leitor a analisar o fracasso e o sucesso destes empreendimentos.
O mundo natural é sem sentido, logo sem graça
Esta observação publicada no Paradoxo sobre o Comediante de Denis Diderot, filósofo francês, expressa uma temática muito recorrente nas discussões sobre a natureza da arte. Assim como os filósofos gregos, Diderot considera a arte uma mimeses da natureza. Uma cópia, uma reprodução, do que existe no mundo que nos cerca. Em A República de Platão a arte é concebida como uma cópia imperfeita do mundo material. Por sua vez este mundo é uma reprodução imperfeita do mundo das idéias (eidos). A arte é inferior por estar muito distante das formas verdadeiras e por atribuir um sentido inexistente à realidade. Já para Aristóteles, a arte segundo a Poética, é superior à natureza por justamente atribuir uma lógica ao mundo sem sentido que vivemos. Para ele, o natural é sem sentido e sem graça. A estrutura artística dá as árvores, nuvens, casas, e mesmo ao homem, um sentido (telos) superior. Transcende a condição humana da mera realidade.
O Diderot de O Paradoxo sobre o Comediante comunga desta perspectiva aristotélica. Para ele o teatro só atinge seu objetivo quando os atores imitam os tipos humanos com perfeição e fazem com que a obra em seu todo transcenda a mera natureza. É quando o bem nos defende e combate o mal que todo o universo ficcional passa a ter sentido. Cada pessoa, cada animal, cada árvore, cada gesto, cada sentimento está envolto num cosmos imaginário. Este cosmos tem uma mensagem latente, ou seja, tem um juízo de mundo que não é explícito na obra, mas é percebido e assimilado. Como observa Diderot, as artes e em especial o teatro são muito mais eficazes para comunicar valores e visão de mundo do que os jornais e as enciclopédias.
Mas como esta reflexão estética explica o fracasso inicial do BBB e da novela? Tomemos por referência o último Big Brother. No início o programa não engajou os telespectadores. Começou com pessoas normais, fazendo coisas normais, que concorriam a um prêmio. Não havia um sentido maior em tudo aquilo. Não havia vilões, vítimas, ou mocinhos. Pessoas comuns que não tinham um papel definido. Não se encaixavam na visão de mundo reproduzida pela mídia, por isso eram sem graça.
Mas qual o paralelo com Duas Caras? Nesta brilhante novela as personagens não são concebidas dentro de uma estrutura maniqueísta. No início da novela não revelou claramente uma batalha entre o bem e o mal. Entre mocinhos e vilões. Juvenal Antena é o líder de uma favela de “sucesso”. Ele administra o território para garantir um mínimo de ordem e dignidade para seus habitantes. Porém, há outra persona conflitante nesta identidade. Ele é um déspota, pois coloca em primeiro lugar seus interesses. Quase um senhor feudal. Não mede esforços para conseguir o que quer, seja dinheiro, poder, controle ou mulher. A pergunta que fica é: ele é um vilão ou o mocinho?
Seu arqui-rival é Marconi Ferraço. Inicialmente era um golpista. Retirado da favela onde nasceu e foi educado para ser um trambiqueiro. Desgostoso com sua vida de ilegalidade ele tem como projeto ser um homem bom e de sucesso. Para tanto aplica um golpe na herdeira Maria Paula e subtrai sua fortuna. Com este dinheiro vira um empresário respeitável e reconstrói sua vida. Passa a ser um empresário honesto. Podemos chamá-lo de bandido? Ele é um vilão ou vítima de seu passado?
A novela tem uma vítima: Maria Paula, interpretada brilhantemente por Marjorie Estiano. Infelizmente duramente criticada pelos telespectadores e pela ridícula imprensa especializada. O desgosto do público com Maria Paula é um reflexo da discussão que apresento. Ela era uma jovem dondoca quando foi pega pelo golpe aplicado por Adalberto, atual Marconi Ferraço. Uma pobre vítima até então. Porém, aos poucos, nos atentamos para algo estranho na sua personagem. Percebemos que ela deseja voltar para Adalberto, e que muitas vezes utiliza de meios escusos para conseguir o que quer. Ela quase sempre usa Claudius para tentar realizar seus desejos e carências. Aproveita da paixão deste personagem para usá-lo.
A figura da Maria Paula merece destaque. Uma mulher bonita, com traços meigos, e que denuncia um jogo. Uma complexa personalidade. Com jeitinho infantil ela reclama de sua “injusta” condição. Desfalcada, perseguida, humilhada, perdida, carente… Todos estes componentes dão a Maria Paula um enorme poder de sedução, e ela sabe disso. O telespectador percebe que ela usa sua condição para manipular algumas pessoas. Sabe que ela usará do amor de Claudius para reconquistar o amor de Marconi. Em minha opinião ela é moralmente pior do que Ferraço. Que mulher já não se passou por este tipo de personagem? E que homem já não sofreu na mão deste tipo de pessoa? Eu infelizmente já, e conheci muitos. Tenho um particular ódio da personagem. Em algumas cenas eu troco de canal. A atriz é ruim? Não, ao contrário. Ela atua tão bem que me toca. Mas quem é no fundo Maria Paula: Vítima, mocinha ou vilã?
Assim como o início do BBB7, Duas Caras não apresentou uma visão maniqueísta do mundo segundo as estruturas convencionais. Não havia vilões e mocinhos bem definidos. As personagens da novela refletem uma tensão típica do processo de individuação, para usar a terminologia de Jung. Há um conflito permanente entre o ego da personagem, sua persona (máscara que nos determina socialmente, ex. médico, policial, etc) e sua sombra (o lado obscuro e indesejado da personalidade que cada um carrega). O incômodo do telespectador ocorre na hora de fazer o processo de catarse (se colocar no lugar do ator), pois além de tomar para si o ego e a persona da personagem em questão, ele tem que aceitar o lado sombra deste. Segundo os psicanalistas, este é um processo muito doloroso, pois as pessoas normalmente lutam contra um eu interior, a sombra, que é indesejável. Eis o que nos incomoda nesta novela. Isto também é a diferença básica entre ela e o BBB, pois neste último há um esforço dos participantes em esconder seu lado indesejado.
A arte é superior a natureza, pois nos traz sentido e prazer
Após constatarmos que o fracasso na audiência destes programas se deve ao não enquadramento das personagens nos padrões culturais dominantes, mostrarei ao leitor como o restabelecimento destes padrões pode reverter esta situação. Quando Diderot diz que a superioridade da arte está na sua imposição de sentido ao mundo ele nos revela as artimanhas utilizadas pela mídia para cativar e reproduzir este padrão. É preciso existir uma luta do “bem” contra o “mal”. Uma disputa entre pessoas boas e pessoas ruins. São necessários tensão e clímax.
Com exceção de Duas Caras é fácil constatar estes elementos nas novelas, seriados e filmes. Vemos claramente a figura do mal e a do herói. Porém, esta estrutura não existe no mundo. As pessoas não são totalmente boas ou totalmente más. Essa é a dificuldade inicial que enfrenta o Big Brother: não há personagens e estereótipos pré-estabelecidos. O que está acontecendo com a audiência do BBB de hoje foi o mesmo que aconteceu com o BBB7: havia um grupo de pessoas muito parecidas e isso levou a uma baixa audiência. E o que os levou ao sucesso? Dois fatores: Primeiro, uma briga violenta dentro da casa entre o grupo do Alemão e o grupo do Cowboy. Aproveitando este chamariz a produção interveio na edição e na dinâmica do programa. Criaram com perfeição o chamado “grupo do mal” tendo como destaque Alberto (Cowboy) e Airton, e de outro lado criaram o “grupo do bem” tendo Alemão como destaque e Íris como princesa indefesa e vítima. A produção da Rede Globo foi magnífica ao construir rapidamente esta estrutura lúdica. Os participantes passaram a ter um sentido que os transcendia. Viraram heróis, vilões, vitimas. Houve uma guerra ilusória do bem contra o mal. O clímax foi o esquema do “Dick Vigarista” (Alberto) contra “Penélope Charmosa” (Íris). Alemão aparece como príncipe corajoso que busca a justiça. Este foi o relato diário feito pela emissora no decorrer dos programas. Editavam os vídeos de modo a transformar as estratégias de Alberto para conseguir um milhão de reais em planos maléficos para destruir o bem (Íris e Diego). Todos os componentes da Poética de Aristóteles estavam lá. Resultado: Sucesso!
Perceba que uma análise minuciosa do Big Brother não é tão idiota como dizem. Ele é um fenômeno cultural que tem muito a nos revelar. Se você acha que este é um fenômeno singular ao BBB7 está muito enganado. Vamos relembrar do caso do Bambam no BBB1 que era perseguido por não ter instrução e por ser infantil. Ou o caso do BBB4, onde Cida passa a ser perseguida por ser mulher e pobre. E que tal o BBB5, em que surge uma perseguição ao homossexualismo de Jean? Já percebeu como funciona esta estrutura? Tudo isso se encaixa na teoria junguiana da Jornada do Herói, um arquétipo que se encontra no nosso inconsciente coletivo (esquemas inconscientes de percepção do mundo comuns aos homens).
Ao contrário do que dizem a maioria dos jornalistas a perda da audiência do atual Big Brother e da novela Duas Caras não se deve à mesmice. O problema do BBB é não encontrar de início uma situação para se enquadrar em um esquema dramático pré-definido. Já o problema da novela é sua não-aceitação deste nocivo esquema reducionista, além de agregar aos personagens o “lado sombrio” de suas personalidades. Atualmente, devido a certas pressões, o enredo volta a ser reduzido aos esquemas tradicionais. Maria Paula tenta associar seu lado obscuro a sua ingenuidade. A personagem Sílvia (pessimamente interpretada por Aline Morais) se mostra uma vilã típica para fazer um par do mal com Ferraço. Por fim, Solange, sem conseguir compor uma personagem à altura, converte seu lado sombrio em simples frescura e tenta ser uma típica personagem do bem. Na ausência de atores capazes de interpretar papéis complexos, a resistência natural do público, e em nome do “IBOPE” a novela segue aos poucos abrindo mão de sua proposta e se enquadra no padrão.
Talvez o grande público brasileiro não esteja preparado para lidar com enredos e histórias com um nível mais complexo e desenvolvido. Uma análise minuciosa do BBB e de Duas Caras evidencia sintomas de coisas muito mais profundas e latentes que atuam em nós telespectadores.
15 Janeiro, 2008 às 1:07 pm
Muito interessante o seu texto.
Comparação muito bem feita.
Sobre a outra cara de Maria Paula na novela, foi uma coisa que eu não tinha notado.
Pois é, a novela Duas Caras está honrando o nome, por enquanto, mas vai voltar a velha fórmula das novelas da Globo, pq não está atraindo audiência.
O BBB daqui a pouco irá virar uma novela. Tenho sérias desconfianças se os participantes não estão interpretando papéis.
Legal o seu blog.
15 Janeiro, 2008 às 4:34 pm
Muito bem feita sua análise sobre Duas Caras e o BBB, na minha modesta opinião acho que a própria Globo esta cansada desta visão maniqueísta, e tem tentado mudar os enrredos de suas novelas, visto que na novela Páginas da Vida não existia a figura de um vilão absoluto e sim de pessoas que encontramos no dia-dia. Já o Big Brother gostaria de acrescentar que por mais que as pessoas tentem representar um papel, cedo ou tarde acabam se revelando, quando assisto estes programas, tento ver o verdadeiro caráter das pessoas e acabo encontrando sempre explicações de que por mais que tente o ser humano sempre comete os mesmos erros e tentam se colocar para os telespectadores de uma forma que realmente eles não são, e é assim que a maioria das pessoas agem no mundo real.
Parabens muito bem feita sua análise.
15 Janeiro, 2008 às 6:10 pm
Interessante seu texto, principalmente no que concerne à Poética, de Aristóteles. E é sobre esse ponto que quero fazer um comentário: a estrutura “novelística” baseada no ensinamento aristotélico funciona tão bem justamente porque a MIMESES em Aristóteles não significa a imitação dos homens e da natureza que JÁ EXISTEM! Funciona exatamente porque deseja-se imitar os homens e a natureza que NÃO EXISTEM, ou seja, o HOMEM IDEAL, a NATUREZA IDEAL, o MUNDO IDEAL, o que ocorre graças a necessidade básica de IDEALIZAÇÃO que o ser humano tem, caso contrário não se moveria em direção alguma e, consequentemente, não viveria! No fim, o resultado é o mesmo, mas quis trazer este entendimento diferente do conceito de MIMESES trabalhado por Aristóteles, para percebermos que ele é muito mais profundo do que parece e que Platão estava enganado! A arte não é inferior, mas igual à natureza, porque comunga com ela esse poder “criador”, o que corresponde perfeitamente a essa necessidade que temos de idealizar o mundo, os outros e a nós mesmos, dando a tudo isso algum sentido, o que nos dá, consequentemente, motivação para viver.
16 Janeiro, 2008 às 1:47 pm
Parabéns pelo texto. Realmente horra com o título do blog. Uma verdadeira crítica dirigida e com embasamento. Vou me tornar visitante agora he he he.
19 Janeiro, 2008 às 9:13 am
Excelente ensaio comparativo entre dois elementos aparentemente tão diferentes entre si. De facto creio que o problema que voce levantou é de facto a base em que assenta a ausência de sucesso de “Duas Caras”.
Aqui em Portugal, durante anos seguidos, o horário nobre era completamente ditado pelas novelas da Globo. No entanto, com o passar do tempo a industria portuguesa começou a crescer e neste momento, esse mesmo horário nobre está na posse de novelas portuguesas, de grande orçamento, de enredos fantásticos. No entanto, houve algo que reparei… é que as novelas com o melhor enredo, com análises sociológicas e psicológicas das personagens mais profundas, geralmente eram fracassos de audiência. No fundo o publico queria algo simples, algo tradicional, que não os fizesse puxar pela cabeça. De facto, sempre que surgia uma história mais complexa, com temas mais profundos, o publico rejeitava-a completamente, o que se tornava evidente no resultado das audiências. Creio que se passa o mesmo com duas caras, que a meu ver está brilhante, quer a nivel de enredo, mas especialmente ao nivel da realização (creio que no Brasil é direcção). As personagens não são preto no branco, são ambiguas e levam-nos a questionar quem é bom e quem é mau… É uma pena, especialmente dada a qualidade do produto. Há anos que já não tinha paciência para dar uma vista de olhos numa novela brasileira, tendo sido a ultima a que tinha achado alguma graça, a “Senhora do Destino”, que parecia conter elementos do clássico cinematográfico, “psico” e que tinha um nivel de direcção semelhante ao de “duas Caras”. É pena que finalmente quando aparece algo de qualidade, o publico desliga os televisores… mas creio que isso acontece muitas vezes com a arte… por exemplo ao nivel da literatura, em que obras como “Pedro Páramo” de Juan Rulfo, são estigmatizadas pelo publico comum, apenas porque se recusa a aceitar algo diferente.
Para terminar, gostaria de novo de lhe dar os meus parabens pela sua análise, cujo enlace sociológico que estabelece entre os dois elementos está muito bem conseguido e coerente.
25 Janeiro, 2008 às 8:24 pm
[...] Big Brother Brasil e Duas Caras: Sintomas e Questões CompartilhadasMas como esta reflexão estética explica o fracasso inicial do BBB e da novela? Tomemos por referência o último Big Brother. No início o programa não engajou os telespectadores. Começou com pessoas normais, fazendo coisas normais, …Por: Arthur MeucciUrl: criticafilosofica.wordpress.comVisite o site: http://criticafilosofica.wordpress.com [...]
31 Janeiro, 2008 às 1:05 pm
È legal teu texto.
Parabéns!
Gostei bastante!;)
21 Fevereiro, 2008 às 6:21 pm
Admiro muito um texto bem escrito, uma palavra bem dita, uma pessoa que saiba se expressar…
O que posso lhe dizer é que simplismente adorei seu texto,tanto que me deixou sem palavras para me expressar, o que posso fazer é apenas lhe parabelizar,no mais felicidades…
Excelente
14 Maio, 2008 às 5:44 pm
Muito bom seu texto.Concordo quando você fala sobre a falta de capacidade do brasileiro de assimilar um texto mais elaborado que os inpirados em um romantismo padrão.A novela -sem dúvidas- é brilhante e mostra o amadurecimento do autor.Porém o fim,sem dúvidas,não será uma novidade.A razão?
A mesma que levou o autor a mudar o enredo do folhetim.
Personagens como Maria Paula,que em minha opinião é brilhantemente interpretada,necessitariam de uma “segunda cara” mais evidente e assim romperia de vez com a tradição do bem e do mal (talvez seria a idéia inicial do autor).Vamos esperar para ver o que nos aguarda no último capítulo.
(MUITO tempo que não assistia uma novela-essa é boa)
19 Janeiro, 2009 às 12:01 am
Eu adorei este texto, foi ótimo, ponha mais textos deste tipo, agradeço muito.
29 Janeiro, 2009 às 8:48 pm
Olá.
Primeiramente, gostaria de te parabenizar pelo site. Muito completo, com artigos muito bem estruturados. Parabéns!
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