Protesto Endereçado ao Jornal O Estado de S. Paulo, ao UOL e aos demais Meios de Comunicação
Protesto Endereçado ao Jornal O Estado de S. Paulo, ao UOL e aos demais Meios de Comunicação
Por Arthur Meucci
Venho por meio deste ciberespaço manifestar meu repudio a algumas decisões editorais do jornal O Estado de S. Paulo e do UOL nestes últimos anos, em especial sobre a matéria intitulada “Estudo aponta 1 milhão de homicídios em 30 anos no Brasil”.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/01/20/ult4469u17622.jhtm
Para situar o leitor sobre as conseqüências dos números apresentados no tocante ao homicídio, o jornal em questão compara o Brasil com um país africano que há décadas se encontra em guerra civil: Angola. Nesta comparação o veículo utiliza de um economista para se legitimar. Pega o número de homicídios do DataSUS e compara com o do país em guerra. Os números de mortos são bem próximos. Conclusão do jornal: O Brasil tem o mesmo estado de violência que um país em guerra civil.
A explicação num primeiro momento parece plausível, porém convido o leitor a analisar melhor os dados. Na década de 70 Angola possuía uma média de 5 milhões e 650 mil habitantes, sendo que o Brasil tinha cerca de 90 milhões no mesmo período. Atualmente Angola tem 12 milhões de habitantes e o Brasil mais de 200 milhões. Pergunto digníssimo leitor: Em que medida se pode igualar a média de um milhão de mortes em paises com um número tão desproporcional de pessoas? A população de Angola é menor que a da cidade de São Paulo. Se fizermos uma continha ingênua e dividirmos 1 milhão por 12 e por 200 milhões veremos médias muito diferentes em cada uma destas variáveis. Neste momento o leitor de bom senso se pergunta: Como jornalistas e economistas podem fazer comparações estatísticas tão bizarras?
Eu gostaria de melhorar a pergunta: – A quem interessa esta visão doentia da realidade? Eu já tratei desta questão no artigo “Brasil, Urgente: Tenha Calma!”, onde defendi a tese de que a “Cultura do Medo” é um discurso reacionário e fascista a serviço de interesses escusos. Tem como efeito nocivo defender políticos reacionários de direita, pouco democráticos, que defendem políticas públicas de segurança que colocam em xeque os direitos civis em nome da paz. Justifica a criação de unidades policiais que usam de extrema violência como a ROTA ou o BOPE, ou ainda grupos de extermínio dentro da polícia. Do mesmo modo este estado de medo nos induz a aceitar técnicas de torturas desumanas, a submissão de menores contraventores ao mesmo estado de castigo e humilhação dos adultos presos, e a propor leis de segurança que ameaçam nossos direitos constitucionais.
Há nesse fenômeno um efeito colateral: Criam, dia após dia, uma sensação de impunidade irreal, motivadora de práticas criminosas. Cada vez mais os criminosos acham que podem fazer barbaridades, pois não acreditam que serão pegos e punidos.
Por fim, este discurso reacionário, em voga nos meios de comunicação, traz conseqüências sociais nefastas. Aumenta a discriminação entre a população “símbolo” da criminalidade, pobres e afro-descendentes, o que justifica os discursos políticos de direita favoráveis à exclusão das classes menos favorecidas das políticas públicas. Justifica a falta de investimento em favelas e bairros de menor renda, o descaso com o ensino público, a perseguição aos programas sociais como ProUni e o bolsa família, e o abandono dos pronto-socorros e hospitais públicos nestas áreas.
Algum dos leitores paulistanos já deve ter se perguntado o que justificaria a linha amarela do metrô, que atende a favelas e bairros periféricos da zona sul, não interagir com as outras linhas do metrô paulistano? Por que os bairros periféricos não podem fazer baldeação na linha azul ou verde, sendo que boa parte de seus moradores trabalham nestas regiões centrais?
Uma política de violência e de exclusão social por parte do Estado se justifica na visão distorcida que os meios de comunicação transmitem. Tanto o jornal O Estado de S. Paulo como o portal de internet UOL contribuíram mais uma vez, seja na elaboração ou na divulgação desta matéria, para a propagação desta visão de mundo deplorável.
O motivo deste protesto é pressionar os meios de comunicação para que parem de reproduzir seu discurso inverídico e nocivo. Este tipo de jornalismo provoca um pânico irreal na população, enriquecem as empresas de segurança, reproduzem os problemas sociais, atentam contra o Estado Democrático de Direito, além de nos violentarem psicologicamente todos os dias.
Não estou dizendo que o país é um exemplo de ordem e tranqüilidade. O problema do homicídio e da criminalidade é muito sério, e precisa ser resolvido com cuidado e urgência. Não acho que a segurança pública é uma maravilha. Longe disso. Porém, não estou numa guerra civil como querem me fazer crer. A injustiça não reina no país, como dizem nossos esdrúxulos jornalistas. Os órgãos de segurança não são tão ineficientes e corruptos como nos fazem pensar
Peço a todos os leitores sensibilizados com este texto que manifestem um breve comentário de protesto contra tal postura dos meios de comunicação de massa. Contra sua propaganda fascista e sua tortura diária. Depois, peço o favor de repassarem este texto (em forma de link) para seus conhecidos lerem, discutirem e comentarem o assunto neste blog.
São Paulo, 20 de janeiro de 2008
20 Janeiro, 2008 às 10:42 pm
Como negra, moradora de uma periferia, sinto na pele tudo o que você cita no seu artigo, na pele! O mesmo sente o restante de minha família; marido, filha que trabalha em dois hospitais como enfermeira, ( e tem noção do abandono do estado e do município à saúde) meu filho, genro e nora…
A população das periferias é vista, para quem entende as entrelinhas das notícias, marginais em potencial. Sem contar que, nosso atual governador, deseja implantar pedágios urbanos, obrigando assim a população mais pobre a afastar-se cada vez mais dos grandes centros, confinados em locais sem lazer, sem espaço para manifestações culturais, etc…
O Jornal O Estado De São Paulo, sempre esteve ao lado dos conservadores da direita dos ricos e da classe média alta, mas daí a mostrar dados maquiados e sebsacionalistas é lamentável.
Os meios de comunicação precisam entender também que, com vagas nas universidades através do PROUNI, os “favelados” estão aprendendo a pensar; por consequência, aprendendo a escolher seus governantes.
Seria de muita inteligência da parte deles, NÃO SUBESTIMAREM A INTELIGÊNCIA DO “PROLETARIADO”..
excelente artigo Artur; parabéns mais uma vez pela lucidez!
20 Janeiro, 2008 às 11:09 pm
” A pergunta que não quer calar: Para quem interessa, afinal, este pânico que se instala em nossa sociedade, e é dado como certo e real a todo uma população amedrontada”?
De onde vem afinal essa manipulação?
E qual é sua verdadeira intenção?
Já nos aprisionamos dentro de nossas casas, verdadeiras fortaleças.
Nossas esperanças morrem a cada noticiário, a cada corrida de olhos pelos jornais ou páginas da internet.
Gostaria que me explicassem, como se tivesse seis anos, a quem isso pode interessar.
21 Janeiro, 2008 às 12:16 am
[...] Leia o artigo no blog Crítica Filosófica clicando aqui. Explore posts in the same categories: Críticos, Filosóficos [...]
21 Janeiro, 2008 às 12:45 am
. . .
Do modo como Arthur Meucci explica, compreendo que a imprensa age de forma irresponsável quando induz a população ao erro e ao pânico, divulgando dados de violência de forma leviana, pois não evidencia um procedimento estatístico que estabeleça um coeficiente comparativo pertinente para realidades tão díspares.
Endosso o protesto.
. . .
21 Janeiro, 2008 às 1:42 am
Olá Arthur Meucci, encontrei seu blog por acaso no WordPress e achei o seu texto muito interessante, parabéns. Apesar da situação brasileira ser ruim, realmente é péssimo criar uma cultura do medo. Novamente parabéns
21 Janeiro, 2008 às 8:28 am
Olá Arthur,
Há muito tempo admiro seus textos.
Seriedade, conteúdo e didática são o seu forte.
Gostaria de endossar meu apoio a sua causa. Como pobre e mulato também sofro discriminação quando ando de noite na rua.
A mídia me violenta duas vezes: Seja na psicológico, com o medo que me causa, ou na questão racial e da pobreza. Muitas vezes me sinto ferido com a perspectiva preconceituosa que os jornalistas utilizam para explicar o fenômeno desta “onda de violência”.
E há conseqüências sim. Um dia fui prestar exame de admissão num banco americano em expansão com sede no Ipiranga. Era para a vaga de ajudante dos clientes. Fiz uma prova, passei, e fui para o processo de treinamento. Quando cheguei lá a mulher do RH fala em tom normal para o chefe do recrutamento:” – Ele tem um “tipo” parecido com o de marginal. Se o deixarmos rodando pelos banco, prestando ajuda, os clientes vão fugir e reclamar.”
21 Janeiro, 2008 às 9:38 am
Que belo coice!
“Estadão reacionário”… Sempre foi…
Com a perda de leitores e de prestigio só cabe ao dito jornal apelar para poder vender seu produto.
Belo texto!
Vou repassar
21 Janeiro, 2008 às 10:17 am
A cultura do medo é imposta ao público, para que, assim, ele seja mais facilmente dominado. Quem tem medo se deixa ser levado pelas idéias alheias.
21 Janeiro, 2008 às 11:01 am
Eu também incluiria nesse protesto a mídia chapa-branca, publicações como Carta Capital, Isto É, Rede Bandeirantes, e jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Mino Carta, etc.
21 Janeiro, 2008 às 11:02 am
Quero incluir a Playboy que anda um fracasso só….
21 Janeiro, 2008 às 11:06 am
Seguindo o Heraldo….as chapa branca de outros governos Globo, VEJA, Rede Record do reino de Deus, SBT o bingo na TV, etc, etc……..
Quem sabe não renovar concessões não seria uma boa ehehehehehehehehe !
Mas realmente acho que seria esse o caminho, o poder da midia é algo gigantesco, essa arma não pode estar nas mãos de gente que não tem compromisso algum com a nação e com o bem estar do povo….só com os seus interesses próprios ! Quais os critérios das concessões de tv e rádio? Porque o BBB é em canal aberto e as sessões da camara e do senado em canal fechado? Muitos irão dizer mas assistir aquilo é um saco, mas é que não fomos educados a isso, nos ensinaram que politica é coisa de politico deixe que eles resolvem tudo inclusive nos roubar.
Quando se acompanha de perto a atuação de um político logo se percebe de que lado ele está!, imagine chegar em casa e assistir a uma sessão da câmara de São Caetano do Sul, dúvido que muitas figuras ainda estariam lá, citei a TV Camara e Senado mas existem muitos outros programas de suma importância na formação do cidadão. Vou dar um exemplo na própria rede Globo comparem: Porque a novela cheia de putarias (desculpem a expressão) de violência, de tudo que é ruim para a cabeça do cidadão passa em horário nobre e o telecurso passa de madrugada, quando todos estão dormindo!
Abraço para todos
21 Janeiro, 2008 às 11:10 am
Mago,
Sobre isso, você leu a minha dissertação de mestrado? “Leyes a golpe de suceso” Sei que é publicidade própria mas lá você verá como o jornalismo policial influencia na construção de discursos políticos – e leis – retroativas. Te passo o pdf com o arquivo completo.
Abs e parabéns pelo blog.
Saudaçoes pessimistas desde o exílio catalão,
Peres.
21 Janeiro, 2008 às 12:03 pm
Numa hora dessas que eu quase acredito no Paulo Henrique Amorim: há mesmo um PIG (Partido da Imprensa Golpista) nesse país…
21 Janeiro, 2008 às 2:26 pm
O seu protesto e o texto que trata do Estadão e do Brasil Urgente são ótimos fomentadores de discussão em sala de aula. Posso realmente reproduzir o texto para dar aula?
21 Janeiro, 2008 às 3:21 pm
Seria Nietzdche um visionário?
“Todos os jornais oferecem sinais da mais horrível perversidade humana, um tecido de horrores. Com esse “aperitivo repugnante o “homem civilizado” acompanha seu café da manhã. Tudo nesse mundo transpira crime: o jornal, a muralha o rosto do homem. Como pode uma mão pura tocar um jornal sem uma convulsão de repugnância?”
In “Sabedoria Para Depois De Amanhã” – Fragmentos póstumos – Martins Fontes…
21 Janeiro, 2008 às 8:20 pm
Como sempre você se mostra um especialista em filosofia e comunicação.
Parabéns
22 Janeiro, 2008 às 8:33 am
Sr. Arthur,
Uma reflexão muito sagaz a sua. Parabéns.
O que lhe falta ainda, eu acho, são as experiências que a idade nos traz.
Sua inteligência o levou a uma constatação que os mais velhos já tinham visto. O Estadão sempre usou do jornalismo policial para justificar seu discurso conservador e pouco democrático. Foi através do pânico das páginas policiais, e sobre as ameças de uma política brasileira cheio de comunistas comedores de crianças, que o Estadão ajudou a “patrocinar” o Golpe Militar de 1964. Também não se esqueça das chantagens políticas feitas em 1985, contra a redemocratização. Os Mesquitas diziam que o se houvesse democracia participativa o país viraria um caos. Guerra civil, ditaduras comunistas, e por ai vai.
No que tange ao preconceito racial, uma das grandes questões do jornal entre 1910 e a década de 60 era tratar da inferioridade racional do negro e como a miscigenação afetaria o futuro do Brasil. Se vangloriam até hoje por dar espaço para os comentários racistas de Euclides da Cunha.
Mas esta é a superioridade da razão intelectual sobre a experiência. Mesmo sem ter passado por todos estes períodos da história uma breve análise do jornal lhe revelou um projeto editorial contido desde sua criação. E quem já passou por várias experiências pode não ver no jornal este plano quase explícito.
23 Janeiro, 2008 às 11:51 pm
Realmente é lastimável a situação que nos é imposta nesta era pós moderna.A competitividade do mercado, faz com que se crie distorções da realidade;para que, dessa forma, empresas de segurança possam lucrar com isso.Todo esse processo,acredito que seja fruto de uma sociedade consumista,na qual há o culto ao egocentrismo, sem que sejam discutidos os problemas sociais,políticos(que até se marginalizram, através de uma discrença generalizada por parte da sociedade brasileira) e econômicos.Por isso,atualmente,vivemos este estado constante de pânico,do qual os bandidos estão livres e nós estamos presos.E esta problemática sustenta-se por meio da normalidade dos problemas do cotidiano.
3 Fevereiro, 2008 às 3:46 pm
Amigo, até estava gostando dos seus artigos, até que me deparei com este aqui. Concordo que a mídia foca a violência de maneira “superfaturada”. Mas ai a dizer que o combate ao trafico seja “fascismo” é
de uma incoerência sem tamanho. É lamentável que as populações das periferias, que são trabalhadores na sua imensa maioria, tenham que sofrer devido as laranjas podres que existem no seu meio, mas a realidade é de guerra sim, porque existindo dinheiro os traficantes se armam cada vez mais. E de onde vem o dinheiro ? A maioria da classe média e alta, que não abrem mão de consumir sua cocaína e seu baseado,
e depois vem com discurso politicamente correto de defesa dos excluídos, numa
hipocrisia que não tem mais fim.
Acho que deve acabar o relativismo moral em relação as drogas a sociedade decidir: ou elas são um bem ou um mal. No primeiro caso devem ser legalizadas, no segundo, suprimidas.
Neste caso, é só se valer da máxima evangélica: “conhecerei a arvore pelos frutos…”. Você pode dizer que drogas
produz algum fruto positivo (sejam elas legais ou ilegais)?
No meu entender, a mídia é composta por esquerdistas, que apontam as contradições da sociedade para fomentar dialeticamente a luta de classes, quando na realidade tais contradições não se dão no nível econômico, e sim no nível moral e ético.Acreditar que o determinismo econômico é o único favor que leva ao surgimento do tráfico, da prostituição e de todos os vícios da nossa sociedade é descartar a realidade
que a imensa maioria da população pobre
não segue esse caminho.
Sem mais nada a acrescentar, aguardo respostas.
4 Fevereiro, 2008 às 2:25 pm
Caro Cristiano,
Primeiramente agradeço aos seus comentários.
Como é de praxe adiciono todos os comentários prós e contras aos artigos. Excluo somente os que tem argumentos de discriminação.
Aprovei seu comentário, porém fiquei na dúvida em fazê-lo. Não devido a contradição, mas ao teor estranho ao artigo. Reli o artigo em nenhum momento sequer, em todo o meu blog, toquei no assunto do tráfico de drogas. Para falar a verdade nunca discuti sobre este assunto aqui. Por isso, para os leitores assíduos do blog, este comentário é estranho.
Deixarei postado. Caso queira posso retirá-lo o farei. Acrescento outro se você tiver interesse.
Sobre a mídia ser de esquerda e motivar a consciência de classe, bom isso eu discordo totalmente. Para mim são, em sua grande maioria, um bando de classe média e burgueses reacionários interessados em manter o status quo social. Porém, como diria Nietzsche: “Não discuto sobre a verdade, pois no fundo só há perspectivas”. A única coisa que posso dizer é que esta é a sua perspectiva e não a minha. Viva a diferença!
Agradecido pela participação, e esperando novos comentários,
Arthur Meucci
5 Fevereiro, 2008 às 12:23 am
Você não citou nominalmente o tráfico, mas a ROTA e o BOPE combatem exatamente isso, o trafico de drogas nas favelas, portanto, ficou subentendido que vc é contra o combate aos traficantes .
11 Fevereiro, 2008 às 8:19 pm
Acredito que há dois problemas com a imprensa: comprometimento com determinados partidos politicos e necessidade de sensacionalismno para atrair leitores. Isso é lastimável!O leitor brasileiro está mais informado e esse tipo de ação é uma ofensa a inteligência do brasileiro. Lamento as ações e opiniões expostas no jornal Estado de São Paulo
19 Fevereiro, 2008 às 5:35 am
Bom, de ínicio quero parabenizar pela inteligente análise, porém não concordo, penso da segunte forma, toda guerra tem seu “Foco” assim como na África e outras regiões não citadas, igual à violência em nosso pais, temos cidades com baixo número de Homicidios como por exemplo Bauru-SP e outras com altos números como Foz do Iguaçu.
A idéia da matéria de fato é chamar a atenção de todos com números reais, na minha opnião válido, não podemos ou não podem esconder a situação que esse país se encontra.
Melhor que mostrar é solucionar, bom isso ninguém fez ainda, mas vejo que mostrar é o 1º passo;
E único, bom e ruim.
Daniel Campolongo
19 Fevereiro, 2008 às 7:38 am
Caro Daniel,
A função da mídia é noticiar os acontecimentos ou inventar e opinar sobre as coisas no mundo?
Desde quando mentir para impor medo e o terror pode ser artimanha de comunicação? Esse pensamento, seguindo a linha de raciocínio, pode nos levar a saídas como o fim dos direitos civis e a ditadura.
29 Junho, 2008 às 10:06 pm
O esforço dos jornais para vender. Poderia se usado como forma de pressão para que o sistema educacioal favorecesse mais a leitura, nas grades curriculares, o sistema atual só serve para alfabetizar sem o estimulo a crítica e ao pensamento.
2 Agosto, 2008 às 12:02 pm
Belíssimo artigo, parabéns! Só acho que vc deveria incluir a revista Veja nesse meio. Nada mais opressor que aquilo…