Tabus da Ciência: O Mito da Homossexualidade
Tabus da Ciência: O Mito da Homossexualidade
Por Arthur Meucci
(AVISO: Atendendo a pedidos introduzi referências bibliográficas e links!)
Nesta sexta-feira passada, dia do aniversário de São Paulo, resolvi aquietar parte de minha solidão existencial na internet. Passei a maior parte do tempo lendo e participando de discussões nas comunidades de filosofia do Orkut. Não que eu tenha um amor excepcional pela filosofia, mas é que eu não gosto de passar meu tempo nas salas de bate-papo. Aquele monte de gente tentando conversar num mesmo lugar me irrita. E os programas de mensagem instantânea? Bom, já falo com a maior parte dos meus contatos no dia-a-dia. Não tinha nada de novo para conversar.
Pois bem, de volta ao Orkut, na comunidade de Filosofia, minha querida amiga Suelysofia coloca uma questão cuja discussão me despertou interesse. O título do fórum era: “Armário Sagrado… Pode existir ex-gay?”. Como esperado houve uma discussão fervorosa sobre o assunto. Já antevia as principais posturas discursivas e seus debates, o que me motivou a escrever este post.
O que torna este tema tão fascinante para a filosofia não é, no fundo, a busca pela resposta. É, sem dúvida, a discussão de uma questão importante que é muitas vezes renegada pela ciência. O homossexualismo está inserido em um tabu científico. O emprego do conceito de tabu é muito preciso, pois é ao mesmo tempo um tema que não se discute por possuir opiniões contraditórias e, também, por se tornar cada vez mais proibido de se tratar nas esferas acadêmicas. Por isso mesmo um estudo clássico para a filosofia.
Cada ramo do conhecimento que se dispõe a explicar este fenômeno cria um mito particular do homossexualismo. Por mito se entende um discurso lógico de caráter muitas vezes simbólico, sem uma sólida evidência racional, onde se produz uma narrativa para tentar explicar coisas que não possuem uma explicação evidente. Cada seita científica produz um mito do homossexual que seja coerente com sua visão de mundo.
Não vou basear minha reflexão na questão da existência ou não de ex-gays. Mesmo porque eu já conheci alguns. Como diria um amigo meu, “- As pessoas não vão encontrá-los”. Ele, que hoje é um bancário pai de família, se pergunta: “- O que eu ganho por dizer que sou ex-gay?”. Iria ouvir chacotas, deixaria a mulher num permanente constrangimento social, e seus filhos teriam motivos para serem humilhados. Um ex-gay passa por todo este duro processo quando descoberto.
A questão que proponho é mais profunda. Como afinal a ciência se propõe a explicar o homossexualismo? Apesar de possuir uma imagem de unidade e certeza, há várias explicações contraditórias dada pela ciência para este fenômeno em questão. Vou me ater neste artigo em expor e confrontar as explicações da biologia, das ciências sociais, e da psicanálise. Ao compará-las peço que o leitor se atente para a noção de natureza humana e de sexualidade que cada um destes discursos oferece e as julgue segundo seu bom senso.
A explicação biológica dominante para o homossexualismo tem caráter genético. Segundo alguns há um “gene gay” que leva o homem ou a mulher a ter preferência por pessoas do mesmo sexo. O ser humano já nasceria homossexual, e nada poderia ser feito. Esta explicação tenta naturalizar o homossexualismo, e produz em si dois discursos diferentes: o primeiro defende o homossexualismo como uma doença genética, como a síndrome de down, já o segundo diz que nascer gay é tão natural como nascer heterossexual. Assim como não se escolhe se vai nascer homem ou mulher, não se escolhe nascer homo ou hetero.
A explicação é plausível, porém há inúmeros problemas que a refutam. Como explicar o caso de gêmeos idênticos, ou seja, que compartilham do mesmo material genético, possuírem orientações sexuais opostas? Há muitos casos em que os dois gêmeos são heterossexuais, se conhece casos em que os dois são homossexuais, porém são notórios os casos em que um é homo e outro é hetero. E em tais gêmeos há os que foram criados juntos, como também os que foram criados separadamente. Se há uma determinação genética como podem os gêmeos terem orientações sexuais diferentes? Eis um fato que desmente qualquer explicação genética. Porém, há os biólogos que dizem que a explicação é puramente hormonal. Esta teoria é complicada, pois ninguém sabe que tipo de desajuste seria este. Não se achou um padrão. É a falta de uma vitamina? Uma bactéria? Não se sabe. Há quem diga que se deve a baixa quantidade de hormônios no útero da mãe. Bom, neste caso a refutação é idêntica ao dos gêmeos uni-vitelinos e bi-vitelinos. Além disso, falar em desajuste hormonal é falar em doença e de possíveis remédios. Postura esta que não é aceita pela comunidade homossexual.
Se há falhas graves na explicação biológica, estas são aparentemente contornadas pela explicação das ciências sociais. Seguindo a linha de Durkheim a orientação sexual pode ser condicionada pela sociedade. Assim, a pressão que o meio exerce sobre o agente pode desencadear um desvio da norma sexual padrão. Este comportamento não seria inato, nem fruto de uma química corpórea, e sim uma construção social. Assim como a roupa que vestimos, a música que escutamos, a comida que gostamos, ou a possibilidade de nos jogarmos de um prédio têm causas sociais, o comportamento sexual também seria formado na vida em sociedade (Durkheim, O Suicídio; O que é o fato social? Os Pensadores).
Os estatísticos, porta-vozes das ciências exatas, mostram números e gráficos que apontam para uma concentração de homossexuais em determinadas classes sociais. Partilham de uma situação econômica e de uma formação escolar de nível médio ou alto, circulam em nichos sociais onde a homossexualidade é tido como um fator de status, possuem hábitos de consumo parecidos, etc. As trajetórias sociais distintas poderiam explicar a possibilidade de um gêmeo ser gay e o outro ser hetero. Também daria explicações plausíveis para a possibilidade de uma pessoa de comportamento heterossexual, submetida a certas condições sócio-materiais, se comportar em um determinado momento de sua vida como um homossexual, e vice-versa.
Porém, se certas condições sociais favorecem o homossexualismo, como explicar que um agente pobre e analfabeto, ou seja, fora dos padrões estatísticos, possa manifestar o desejo pelo mesmo sexo? É raro, porém sabemos que há casos deste tipo. Provavelmente o sociólogo use uma explicação ad hoc (auxiliar) para interpretar estes fenômenos isoladamente. Dirá que é preciso fazer uma análise sócio-histórica do agente em questão. E como explicar agentes com trajetórias sociais semelhantes, que compartilham dos mesmos hábitos e gostos, mas que não comungam da mesma opção sexual? Com estas duas perguntas se coloca em xeque o sistema explicativo em questão. Se somarmos o fato de existir produtos químicos que alterem a orientação sexual por um determinado período, como é o caso da chamada “bomba gay”, como refutar a possibilidade de uma química corpórea interferir em um comportamento que é construído exclusivamente no social?
Uma outra tentativa de explicar o real, por via psicanalítica, sugere analisar a trajetória sexual de um indivíduo através de sua própria história psíquica e não por vias biológicas ou sociais. O homossexualismo seria assim uma manifestação individual via inconsciente. Freud classificou o homossexualismo como uma perversão (FREUD, Três ensaios de teoria sexual) , conceito este pouco preciso no decorrer de suas obras. Em seu livro sobre o Fetichismo ele explica que a perversão é uma forma encontrada pela criança para enfrentar o pai no Complexo de Édipo. Ele, que ama a mãe e odeia o pai, não aceita perdê-la. Ao contrário do neurótico que por medo do pai renuncia seu desejo em possuir a mãe, o perverso cede seu desejo temporariamente. Porém, sempre tenta achar meios para poder infringir a lei paterna.
A homossexualidade é vista como uma forma de, inconscientemente, enfrentar a castração do pai. Esta forma de lidar com o complexo também explica o fato pelo qual parte dos homossexuais chegam ao gozo não somente pelo ato sexual em si, mas também pela satisfação em contrariar as normas sociais (lei/pai). Segundo a psicanálise um indivíduo também pode ser induzido ao homossexualismo quando se depara, em meio ao complexo, com um pai passivo ou ausente e uma mãe dominadora. Enfim, tornar-se um homossexual depende de como o indivíduo lida psicologicamente com suas próprias frustrações sexuais ao longo da vida.
Ao situar o homossexualismo na radicalidade subjetiva, descartando assim o contexto sócio-cultural, o psicanalista tem problemas para justificar a concentração de homossexuais em determinadas esferas sociais como aponta a sociologia. Ao tentar justificar o motivo de uma mesma criação gerar filhos heterossexuais e homossexuais, o psicanalista dirá que o fator determinante se encontra no obscuro espaço do inconsciente. Ele também não sabe explicar como um artefato como a “bomba gay” pode temporariamente alterar o comportamento sexual construído psicologicamente.
Vemos nas três perspectivas científicas descrições míticas do homem e de sua sexualidade. Diante da impossibilidade de se constatar um processo originário da conduta homossexual a ciência cria vários mitos e os legitima. Mitos estes que muitas vezes estigmatizam o homossexual e não o ajudam a se compreender. São discursos que são utilizados tanto para atacar, quanto para justificar suas opções sexuais. Discursos reconstruídos e utilizados segundo os interesses de quem enuncia. Ingredientes que minam a imagem de confiança e imparcialidade consagrada a ciência. Por isso questões semelhantes, dado suas respectivas abordagens, se tornam cada vez mais um tabu científico. Algo que a ciência deveria por princípio enfrentar, mas que no fundo acaba recriando.
30 Janeiro, 2008 às 3:42 pm
Brilhante
Denunciar a ciência em suas falhas é hoje uma questão de coragem. Atacar as “certezas” científicas hoje é como atacar o cristianismo na época da inquisição. Se não tomar cuidado você poderá ser queimado ou estigmatizado pela sociedade.
Aprovo e incentivo sua ousadia.
30 Janeiro, 2008 às 4:02 pm
Primeiramente:
Falemos homossexualidade, por favor.
O sufixo -ismo é pra designar neurose,
doença, distúrbio, coisas negativas.
Como entre autoridade e autoritar[ismo],
individualidade e individualismo
(A autoridade interage com quem o obedece
e no autoritarismo não há respeito mútuo)
(individualidade, é o direito de cada um ser e pensar diferente.
Individualismo é egocentrismo, egoísmo)
“Segundamente”(rsrs)
A partir do momento que a ciência vira dogmática,
infalível,inquestionável, ela deixa de ser ciência.
A religião peca por querer se comportar como ciência
(ao teorizar, por exemplo, qe a distribuição de camisinhas desenvolve
o desejo de fazer sexo) – como se precisasse-mos de incentivo pra isso…
E a ciência deixa de ser o que é quando se comporta como religião
(dogmaticamente)
Em 3º lugar:
Quem disse que a ciência está se omitindo?
Pode ter alguns cientistas que sim,
mas a revista Galileu (anterior Á mais nova,)
tem uma reportagem que fala de todas essas questões,
inclusive sobre irmãos gêmeos com orientações sexuais opostas
4-) Hormonios
Testosteroa e estrógeno
(convencionados – ou rotulados – como hormônio masculino e feminino,
na verdade se encontram ambos em homem e mulher ao mesmo tempo.
Testosterona (entre outras coisas)desenvolve o desejo sexual
Se colocarmos muita testosterona na veia de uma mulher hetero,
ela vai ser mais tarada….por homens
E se for o inverso,(muito estrógeno na veia de um homem,)
ele vai diminuir seu desejo sexual, (seja ele gay ou não)
Se colocarmos muita testosterona num homossexual,
mesmo que ele seja homem,ele vai aumentar seu desejo sexual
pelas pessoas do mesmo sexo
“Quando Freud teorizou que
um filho “vira”gay (não acredito em ex-gay ou ex-hetero)
por que seu pai é omisso e a mãe dominadora,
ou pra desafiar o pai, creio que ele estava sendo mais filósofo
do que cientista mesmo…
5-) Questões familiares
…pois o fato de não se gostar muito do pai e gostar demais da mãe,
pouca, ou nenhuma influência tem sobre so prazer sexual do(a) filho(a)
Pode ter aver com a “personalidade” ou ao “papel social” como,
por exemplo, um homem ser mais sensível, ou gostar de tarefas domésticas
(coisas que não significam que a pessoa seja gay)
Meu pai por exemplo, me repreende por eu não ser garahão,por não ter
o assíduo costume de fikar por fikar, por eu não ter o costume de investir a torto
e a direito nas mulheres..
E a mãe dominadora e o pai omisso tbm.
Pra sentir prazer por mulheres, o homem não precisa ser dominador,
nem pra gostar de homens a mulher precisa ser passiva e omissa.
Isso são “rótulos sociais”, coisa completamente diferente de prazer sexual.
E não vale a pena declarar guerra contra o pai adotando um comportamento
homossexual a troco de represálias e preconceitos sociais.
6-)Questões sociais e individuais
É melhor ser repreendido por apenas um(o pai, no caso) e ignora-lo
do que por uma sociedade inteira homofóbica.
É preciso gostar muito e de verdade do mesmo sexo pra assumir
essa condição de gay e suas as consequências. Não creio que homossexualidade
seja “opção”. Pois todo gay, ao se assumir, tem concsiência do preconceito
que vai segui-lo. Portanto, o gosto tem que ser forte a ponto de superar essas
barreiras contra a homossexualidade que a sociedade impôe.
Pois um heterossexual dificilmente adotaria um comportamento homossexual
exclusivo a menos que sentisse prazer com akilo. Um gay que se relaciona com uma mulher, nunca se sente plenamente satisfeito. Parece que falta alguma coisa,
como se tivesse comendo uma comida sem sal.
Há Homossexuais que tem um comportamento exclusivamente hetero
(casando-se, ou namorando mulheres), assim como existem heterossexuais
que passam por uma experiência homossexual,
mas achando mais prazeroso com mulheres, e tem ainda quem transita por
ambos os comportamentos e sentindo prazer por ambos
(a começar pelo visual: ver um homem e uma mulher e por ambos sentir-se exitado)
7-) Fatores genéticos
Não acredito que exista um “gene-gay”.
Da mesma forma, não acredito que exista um “gene da personalidade”
(ambos determinariam fatalmente o que a pessoa pode vir-a-ser ou não)
Se existe um gene “Gay”, como explicar a existência de gêmeos, idênticos
com orientações sexuais opostas?
E, da mesma forma, se existe um “gene da personalidade”, como explicar
irmãos gêmeos, idênticos,criados da mesma forma, pelo mesmo pai e mãe
(omisso e dominadora, ou vice-versa) mas sendo um extrovertido e instável
e o outro tímido e inteligente?
E como explicar a homossexualidade dentro duma família e duma sociedade
condicionada a ser contra essa condição?
Por isso creio não ser escolha. A pessoa pode escolher
o comportamento sexual que vai adotar, ou escolher assumir-se homo.
Mas não pode escolher por quem vai sentir mais prazer (por homi ou por mulé.)
Daki a pouco vão dizer que existe o”gene” do preconceito, do gosto pelo pagode,
do terrorista,do jornalista, do pão de queijo…
8-)”Ex-gay” e “ex-hetero”
Quando escuto que fulano “virou gay”, suponho que ele antes era hetero
(ou melhor, comportava-se como tal, namorava mulheres, etc..)
e a vida lhe deu uma oportunidade de passar pela experiência homossexual
e sentiu akilo como sendo seu.
Da mesma forma,um gay qe sentiu na pele
as represálias que iria sofrer dakele dia em diante,
adota um comportamento sexual hetero,
por não sentir-se preparado pra enfrentar as consequências
intrísecas à condição de gay.
Portanto, considera melhor entitular-se ex-gay,
e adotar um comportamento sexual hetero,
pra assim sentir-se no controle da situação,
e pra sentir-se mais seguro por amenizar desta forma,
os preconceitos que o rótulo de “gay” traz.
(certamente tem pouca testosterona no sangue
e seu desejo sexual (por homens) fique mais frio.
30 Janeiro, 2008 às 4:04 pm
Muito boa sua atitude!
Característica de alguém anti-dogmatizado,
crendo que todas as verdades tem o dever de serem questionadas.
Ótima Proposta de reflexão
30 Janeiro, 2008 às 4:22 pm
Permita-me uma sugestão: cada afirmação deveria, na medida do possível, conter um link para algum site de referência, uma reportagem, pesquisa, livro, etc, para que o leitor possa confirmá-la enquanto segue o seu fluxo de raciocínio.
Abraços
30 Janeiro, 2008 às 8:53 pm
Oi Arthur,
Adorei o seu blog. Sua discussão sobre o dogmatismo científico é perfeita. É assim mesmo que eu sinto.
Estou terminando minha graduação em farmácia na USP. Estou querendo fazer pós, porém estou insegura pelo fato de que todas as teorias bio-quimicas que estudei são claramente uma farsa em seus propósitos. Não há certeza de seus efeitos. Porém, ninguém perde o ar dogmático.
A reflexão também falou ao meu espírito. Sou uma lésbica assumida. Procurei respostas para a minha situação com minha analista, na faculdade de medicina, na psicologia, e como você disse é um tabu. É muito difícil os próprios cientistas falarem sobre o assunto, e quando falam tem explicações diversas e não abrem mão de suas posturas.
Sobre o que o Gustavo disse, quase todos os psiquiatras e psicólogos usam o termo “ismo” justamente para designar uma falha, uma doença. É tida como tal. Se a ciência não sabe o que eu tenho, como podem dizer que sou doente?
Sobre a origem, é muito complicado. Acabei de terminar um relacionamento de dois anos com uma moça. Ela teve uma decepção com um ex-namorado e resolveu que era lésbica. Se comportou como tal em tudo. Estavamos muito felizes até que ela conheceu um outro cara identico ao seu ex, e ai me largou. O pior é que tanto o ex como o atual são parecidissimos com o pai dela. Vai entender né???
Adicionei seu blog no meu RSS. Parabéns!
30 Janeiro, 2008 às 9:24 pm
O que você vai ganhar com seu ataque a ciência seu otário?
Vai fazer o que? Deixar uma brecha para religião?
Inconseqüente
31 Janeiro, 2008 às 10:19 am
Caro filósofo,
Muito me impressiona seu texto.
Ele é muito didático e perfeitamente enquadrado no modus operandi das Hipotiposes do Sexto Empírico. Um exemplo contemporâneo da adaptação do pensamento cético. Parabéns.
É um belo material para se trabalhar não só no ensino médio como também no ensino superior. Tenha certeza que vou utilizar e recomendar.
31 Janeiro, 2008 às 12:17 pm
Fez muito bem em criticar o direito que a ciência
pensa que tem de praticar autoritarismo.
Qualquer ciÊncia que despresa outras formas de esperiência humana(por ex: religião,)
é defensiva e dogmática, portanto, indigna
do título de ciência.
Só a experiência conjunta dos conhecimentos é que pode nos dar visões mais amplas permitindo, portanto, evoluções.Como no Judô, épreciso aprender a cair para derrubar o adversário
31 Janeiro, 2008 às 12:19 pm
Atualemte, não faz sentido criticar a ciência
por inteiro nem combater a religião cegamente.
É preciso combater a intransigência,o comodismo
de todos os séculos
31 Janeiro, 2008 às 9:47 pm
Meu,
Você é o cara!
Já pensou em editar um livro didático?
Sou formado em história e peguei aulas de filosofia. Sou de Cuiabá. Gostaria de saber o que você aconselha trabalhar com os alunos do ensino médio. Alguma idéia de plano de ensino ou livro didático?
5 Fevereiro, 2008 às 3:48 pm
hetero,bi,homosexual, onde está o problema senão na cabeça dos incomodados e mal informados?
hoje já está comprovado que todos somos BISEXUAIS. portanto, relaxa, dê tempo ao tempo!
20 Maio, 2009 às 7:22 am
Olá Icaro,
Podes referir onde encontrou que a ciência comprova que nascemos bissexuais?
Obrigada!
7 Fevereiro, 2008 às 11:33 am
Que diferença faz pro caráter da pessoa se ela pessoa toma um ou outro comportamento sexual?
A ciência consegue desmontar um átomo mas não um preconceito…
8 Fevereiro, 2008 às 12:28 am
O texto é longo e interessante. Lembra muito o artigo que eu escrevi “Causas e Origens da Heterossexualidade!”. Link:
http://www.oarmario.com/artigos-causaseorigens.php
Digamos que falamos a mesma coisa, mas acho que eu fui mais didático…
29 Março, 2008 às 6:10 pm
Sou gay, e lendo essas linhas me indago se realmente é sobre pessoas como eu que vcs estão realmente discutindo… Isso parece mais uma discusão prá se chegar á um acordo se existe ou não vida além da Terra, alienígenas, coisas assim… Complicam uma coisa que para mim é parece ser tão natural… È como disse Caetano Veloso em uma de suas músicas: “Enquanto os homens exercem seus podres poderes”…
30 Março, 2008 às 1:04 pm
Caro Pedro,
A questão central do artigo não é saber a origem do comportamento homossexual mas a IMPOSSIBILIDADE dos ditos “conhecimentos científicos” em oferecer respostas baseada em CERTEZAS e ACEITA de maneira unanime. Provas que estes conhecimentos se colocam como porta-vozes da VERDADE, mas que nunca chegam a nos fornecer tal coisa.
Resumindo, a questão da homossexualidade é pano de fundo para uma crítica do conhecimento científico.
27 Abril, 2008 às 7:03 pm
Prezado Arthur, quanto ao texto como crítica ao conhecimento científico, parabenizo-lo pela argumentação, mas concordo com o Tyrannosaurus quanto a ausência de referencial teórico. Seu artigo teria mais peso se tivéssemos a certeza de não ter sido nada inventado ou apenas retirado do conhecimento popular, ainda mais pelo tema escolhido, algo ainda tão polêmico, cujas conjecturas, quaisquer que sejam, correm o sério risco de serem tachadas como preconceituosas. E tenho certeza que você não quer ser tachado como tal. Portanto, coloque na boca de alguém certas “afirmativas científicas”que, posso lhe afirmar, são o temor dos movimentos de afirmação homossexual. Para finalizar, o que viria a ser a tal “bomba gay”?!??!?! Sou gay e nunca ouvi falar em nada parecido no meio.
30 Abril, 2008 às 4:03 pm
AVISO: Atendendo a pedidos introduzi referências bibliográficas e links!
14 Junho, 2008 às 2:37 am
Há inúmeras coisas a se comentar da postagem e dos comentários. A começar, muitos termos precisariam ser melhor esclarecidos e determinados, assim como um apresentação mais rigorosa e desenvolvida das teorias (parece-me que explicações psicanalíticas e sociais, por ex., não se pretedem exclusivas ou esgotarem os fatores explicativos; além do mais, Freud diz claramente que várias das suas soluções são parciais e que não se pretendem como explicações últimas e não-relativas; a própria teoria do complexo édipo, por exemplo, ele diz ser circunstâncial e representar apenas um paradigma do tabu: o tabu não precisa ser necessriamente (e não o é) relacionado a incesto; Freud acredita que o incesto é um tabu para nossa cultura, mas isso não se pretende ser uma lei universal e necessária [Levi-Strauss cita o exemplo, aliás, de um tribo para a qual o incesto (édipo) não é um tabu, aliás, ter relações sexuais com a mãe ou filho é algo corriqueiro, sem que isso represente qualquer trauma nos indivíduos] – creio que o mesmo vale para quando se diz que a homossexualidade de um indivíduo possa ser derivada da ausência de um pai ou do comportamento autoritário da mãe: essa explicação é meramente cisrcunstâncial e relativa, embora verdadeira). As pesquisas aludidas também parecem condenadas à parcialidade; por exemplo, a que alega que há um percentual maior de homossexuais nas classes sociais com “uma situação econômica e de uma formação escolar de nível médio ou alto”, ora, facilmente pode-se (1) conciliar esse resultado com a tese naturalista [o desnível de tolerância (que está aliado com o nível cultural) explica que a tendência natural seja reprimida ou não] {nesse caso, questiona-se que as teorias sejam contraditórias ou excludentes, tal como está apresentando, pois parece plausível que possam ser, em alguma medida, complementares}, (2) alegar que esse tipo de pesquisa parece ter sido feito por alunos do ensino médio, pois só isso explicaria que se ignorasse importantes fatores [o mesmo exemplo anterior: o fato de um percentual maior de homossexuais ocorrer em classes sociais e culturais mais altas, não prova que isso se deva a uma influência positiva, podendo muito bem ser um fator de influência negativa].
Também parece haver confusão na concepção mesmo do que faz uma pessoa ser homossexual (ou heteressexual): a teoria “biológica” parece considerar a homossexualidade dentro de uma definição bem mais restrita que a teoria psicanalítica (aquela, colada ao ato sexual, esta, considerando mais que isso, vida emotiva), por exemplo. A sexualidade é definida pela ação sexual efetiva? Ou alguém pode ser, por exemplo, homossexual sem nunca ter tido relação sexual com alguém do mesmo sexo, ou mesmo tendo tido qualquer relação sexual? Ser homossexual envolve amar ou apenas gozar com outra(s) pessoa(s) do mesmo sexo, ou os dois?
Aliás, talvez seja preciso dar um passo atrás antes de se discutir os tipos de sexualidade, isto é, levar a cabo antes uma discussão geral sobre a sexualidade ela própria. Com isso, estou pensando: o que determina o quê, a vida emotiva a sexual, ou o inverso?; a biológica determina a psíquica?; etc.
Um comentário a algo dito pelo Gustavo de Oliveira, que disse:
“Quando Freud teorizou que um filho “vira”gay (não acredito em ex-gay ou ex-hetero) por que seu pai é omisso e a mãe dominadora, ou pra desafiar o pai, creio que ele estava sendo mais filósofo do que cientista mesmo…”
1. Gostaria de saber o que você quis dizer com “ser mais filósofo do que cientista”. O eue é ser filósofo para você?
14 Junho, 2008 às 2:42 am
Ah, quero dizer que o argumento da “bomba gay” é o mais fraco de todos. Ele não atinge en absolutamente nada a teoria sociológica da questão. Em uma analogia, alguém poderia dizer que determinado povo é mais quieto e reservado devido a valores culturais, como retidão religiosa e coisas do tipo. Ora, obviamente essa tese não seria refutada tão somente alegando que isso é errado, pois quando as pessos dessa cultura tomam vinho, ficam mais alegres e falentes. Assim, fatores químicos são mais importantes que os culturais?! Pois a tal da “bomba gay” é um argumento tão tolo quanto esse.
3 Outubro, 2008 às 12:40 pm
Não sou gay, mas minha preocupação com os mesmos é muito grande. Sobre tudo o que li, e ouvi, concluo que a origem é física. Como explicarmos o comportamento diferente de crianças. Que opção elas podem fazer. Dizer que é culpa da criação da mãe, não aceito porque tem famílias numerosas, onde todos os homens foram criados iguais. Por acreditar na ciencia, que realmente tem um gene que não se define, passei a ver os homo, como pessoas normais, e não aberrações sexuais.Gostaria de algo mais que possa justificar o comportamento nas crianças. Esta questão é importantíssima, e devemos continuar com as buscas. Grato
2 Dezembro, 2008 às 9:48 pm
Quando você fala do “gene gay”diz que essa teoria pode entrar em controvérsias uma vez que gêmeos idênticos compartilham o mesmo material genético,porém o uso da mão esquerda(quem é canhoto) por exemplo que é condicionado por genes autossômicos recessivos, sabe-se que existem gêmeos idênticos em que um canhoto e o outro não(inclusive eu conheço dois com essa característica),logo esses gêmeos diferem genéticamente quanto a essa característica,assim como podem diferir quanto ao “gene gay”.
24 Março, 2009 às 3:37 pm
Volto a me posicionar, pois creio que o assunto é muito importante.Como explicar a tendencia homo nas crianças. Alguem pode me dizer alguma coisa sobre isso? Tambem gostaria de saber se existe algum homo de qualquer sexo, que não teve a tendencia desde criança.
29 Março, 2009 às 9:50 am
Caro Oséias,
Numa perspectiva psicanalítica todos nós passamos pela homossexualidade na infância. É o chamado “narcisismo primário”. Como o objeto de amor de um homossexual é ele mesmo, sua própria representação numa outra pessoa, então ele não ama ninguém além de si mesmo. Passa a gostar tanto de meninos quanto de meninas. Isso até mais ou menos três anos de idade. Dependendo do contexto familiar desta criança ela, segundo Freud, Jung, Klein e Lacan, pode não se sentir segura ou com vontade de transferir seu amor para alguém diferente dela, principalmente alguém de sexo oposto, com quem não pode se fantasiar. Ela se fixa na projeção de seu próprio amor.
Se a perspectiva for genética, ela nasceu com um organismo homossexual e pronto. Os casos onde havia heterossexualidade e, após um período, ocorreu a homossexualidade pode ter ocorrido segundo uma “deformação orgânica” ou ativação tardia do gene.
Já a sociologia não explica satisfatoriamente sua pergunta.
22 Abril, 2009 às 2:28 pm
estou a fazer um trabalho sobre a homossexualidade. mas não encontro nenhuns argumentos filosóficos, noticias de jornal, nada. agradecia que me ajudasse! obrigada
30 Julho, 2009 às 3:26 am
Não devemos considerar fatos que destruam a imagem do ser Homossexual, antes de poder entendermos de onde “isto” vem! Precisamos de uma sociedade moderna, e que conheça a realidade!
Pra onde formos, por onde andarmos, onde pararmos… Vivemos num mundo cercado de diferenças. O que é profundamente normal.
Acredito, em minha opinião e estudos relacionados, que a homossexualidade não nasce com alguém. Ela nasce em alguém! É através de escolhas, onde cada um tem a sua! Porque é normal uma garotinha apaixonar-se por um colega de classe, e não por uma colega? São escolhas que nenhuma pesquisa nos dará essas resposta! Está dentro de cada um… A homossexualidade não se entende, nem se explica. Ela acontece. Está nos gosto de cada um.
É como explicar a preferência pelo doce, e não pelo salgado!
Não tem explicações, nem estudos em genes poderão explicar…
Talves, se a sociedade debater este tema como algo comum, não existirão tantas opniões diversas confudindo ainda mais as pessoas, e com nenhuma resposta!
O debate é a solução… Porque somos diferentes. Cada ser com manias, defeitos, qualidades, fraquezas, virtudes , e ponto fraco.
Não adianta homogenizar, e tentar achar respostas dessa forma.
A resposta está dentro de cada um!