Mídia Versus Evangélicos: A Universal Contra-Ataca

Mídia Versus Evangélicos: A Universal Contra-Ataca

Por Arthur Meucci

Logo pela manhã acordo bem cedo. Resquícios do horário de verão. Percebi que meu corpo é negativamente afetado por ele. Volto à normalidade com disposição. Pego os jornais e percebo que naquela terça-feira, 19 de fevereiro de 2008, o mundo começou a dar voltas. Fidel Castro se aposentou, o Kosovo parece ter conseguido sua independência, Rússia, Espanha, Grécia e Iugoslávia estão em atrito com os Estados Unidos e demais países da União Européia, a ditadura paquistanesa vai cair, o comércio tem o melhor desempenho nos últimos anos, surgiram pesquisadores sérios que comprovaram o efeito nocivo do computador no rendimento escolar, além da descoberta feita pela Receita Federal de irregularidades milionárias por parte da campanha de José Serra que levou o PSDB a perder sua imunidade tributária e a correr o risco de ter seu registro eleitoral cassado.

Com tantas reviravoltas tive a idéia de olhar a coluna de horóscopos no intuito de conferir as previsões do dia. Segundo Barabará Abramo, na Folha SP, “Cenário astral promove clima de urgência e indefinição”. Parece coerente com as situações vividas naquela terça. Já a parte de quiróga do Estado de S. Paulo informava que entramos no signo de peixes, e que “Vive-se na mentira, já que por trás da devastadora busca de prazer viceja o crime e a firme determinação de sofrer, a qual, com plena eficiência, conduz as pessoas às teias pegajosas de relacionamentos limitados”. Enfim, sabe-se lá o que isso significa.

Apesar de todas essas mudanças e reviravoltas que estão ocorrendo pelo mundo uma, de importância aparentemente menor, me chamou a atenção. Estava impressa na primeira página da Folha de S. Paulo, no lado par, com o título “Intimidação e má-fé”. Tratava de uma reclamação contra os processos movidos pela Igreja Universal e seus fiéis contra o jornal por causa de uma série de reportagens que afetavam os dirigentes da igreja, em especial Edir Macedo, e a imagem dos fiéis.

O que me chamou a atenção foi o mecanismo de defesa das esferas religiosas sobre esta questão. Segundo o editorial a Igreja Universal mobilizou alguns de seus fiéis a entrarem com processos contra a repórter e o jornal em represaria a reportagem sobre os trinta anos da igreja. Isso tornou o assunto muito mais interessante do que aparentava a primeira vista.

No artigo passado tratei das liberdades individuais no caso dos jogos de computador censurados pela justiça. Cabe neste artigo salientar os limites destas liberdades. Seria lícito a mídia publicar o que bem entende e interessa sobre os evangélicos? Poderia os evangélicos coagir e censurar os meios de comunicação para garantir sua imagem, honra e segurança? Eis as duas principais questões que envolvem essa discussão.

É de notório saber que a maioria dos meios de comunicação de massa critica o crescimento evangélico no país. Novela após novela, seriado após seriado, matéria após matéria… A mídia não perde a oportunidade de difamar ou fazer observações pejorativas e estereotipadas sobre os religiosos em questão. Não há respeito por qualquer denominação, principalmente o das igrejas em grande ascensão. Nos diversos produtos midiáticos os evangélicos aparecem ora como safados (como nos programas humorísticos), ora como idiotas (vide a igreja evangélica da novela Duas Caras), ou ainda como pervertidos (Juliana Paes em América). Essa perspectiva não é muito diferente no jornalismo impresso.

Lembro-me do especial sobre a vinda do Papa ao Brasil. Dias antes da chegada, no caderno especial da Folha, mostraram uma pesquisa que constatou o aumento dos evangélicos no país. Muito se escreveu sobre o assunto. Muitos preconceitos e análises bizarras de dados foram cometidos. Um deles, que tratou da relação entre a pobreza e o crescimento neopentecostal, me chamou a atenção. Um professor da PUC-RS escreveu nesse caderno que os neopentecostais diferem das igrejas protestantes tradicionais por nascerem de regiões miseráveis onde reina a ignorância, e este “problema” se deve ao fato do catolicismo excluir as classes menos favorecidas do seu foco de atenção.

Escrevi um artigo de resposta para a Folha criticando os argumentos do dito especialista. Mostrei que sua análise dos dados estatísticos era improcedente, apontei as falhas do DataFolha, e mostrei que Weber salientava, no início da Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, que uma das grandes inquietações dos pesquisadores é o fato das potências econômicas da Europa no século XIX e início do XX nascerem de regiões pobres onde se difundiu o protestantismo. Ora, vemos que as igrejas de confissão luterana e calvinista nasceram em lugares onde as condições de existência eram adversas. Os EUA era uma colônia miserável, habitada por evangélicos pobres expulsos da Inglaterra, que foram jogados no meio do nada. O leitor viu alguma diferença entre as igrejas tradicionais e as neopentecostais como exposta pelo jornal?

Minhas inúmeras observações, incluindo os termos preconceituosos e pejorativos utilizados pelo jornal, foram enviadas ao ombudsman e ao diretor do caderno especial da Folha. A resposta do jornal foi o lamento pelos erros cometidos e o aviso que nenhuma nota de correção seria feita sobre o assunto. Diante deste feedback comecei a me perguntar: “A quem interessa combater os evangélicos?”

Recordei-me de uma observação de Weber em seu famoso livro. “Nos países católicos a população mais simples tende a se entregar aos prazeres da vida e a elite manifesta seu repúdio pela religião”. Mas o que incomoda a elite? Simplesmente o abalo das estruturas sociais e valorativas que religiões como o movimento evangélico causam. O protestantismo corrói os alicerces que sustentam a burguesia católica dominante. Eles denunciam algumas explorações e negam os valores sociais hegemônicos. Criam um novo habitus social, diferente do que se estava acostumado. Como vender bebida, cigarro, artigos de luxo ou uma política assistencialista para uma classe social que não vê tudo isso com bons olhos? Como adequar o marketing para fisgar um nicho que não se seduz pela filosofia dos prazeres?

Suas estratégias de ataque ineficazes mostram os problemas que enfrentarão num provável futuro de hegemonia evangélica. Atacam seus líderes religiosos e os problemas encontrados nas igrejas, porém sem obter resultado. Eles simplesmente ignoram que para um evangélico a salvação é individual, sem a mediação do pastor e da igreja como pregam os católicos, e por isso pouco importa o que seu pastor faz com o dinheiro do dízimo. Não interessa se o bispo faz voto de pobreza ou anda de carro importado, pois não é ele quem salva. Também pouco adianta conter os evangélicos através do preconceito. Eles já são uma parcela considerável da população, estão em todos os níveis sociais, e sempre desmentem a imagem deturpada feita pela mídia. Os ataques produzem na população a falta de confiança nos meios de comunicação.

Não havendo uma postura por parte da própria mídia de controle ao ataques contra os evangélicos, haveria uma outra instância a quem recorrer? A Igreja Universal ofereceu uma resposta: Um contra-ataque judicial. Já que a Record não conseguiu reverter com êxito o ataque dos outros meios de comunicação, ela partiu para outra instância aparentemente mais eficaz. Os jornais Folha, Extra, A Tarde, e O Globo alegam que há nesta estratégia uma grave perseguição a liberdade de imprensa ao serem processadas pelos conteúdos divulgados. Pergunto ao leitor: Se a mídia tem a liberdade para relatar o que quer sobre os evangélicos, como então legitimar o não exercício da liberdade do crente em não processar os meios pelos ataques a sua moral e honra?

O caso Edir Macedo é complicado de se tratar. Há muito interesses em jogo para ambos os lados. Hoje os juízes deram causa ao jornal. Porém, há inúmeras questões que o judiciário poderia futuramente interceder a favor de igrejas como a Universal. Bastaria haver grandes mobilizações judiciais por parte dos evangélicos contra programas como Casseta & Planeta e novelas como Duas Caras para criar um superego midiático. Na novela em questão há uma igreja na favela da portelinha onde circula um tipo de comunidade evangélica que hoje é pouco comum. Os fiéis são retratados como chatos e ignorantes. Em seu discurso há uma condenação aos movimentos pentecostais, que invocam o Espírito Santo, sendo que na mesma novela se aceita um núcleo de umbanda que invoca legitimamente os espíritos. Por que para os personagens da novela a invocação espiritual é aceita na umbanda, porém condenada aos crentes?

O que impediria os pentecostais de processar esse ataque a sua imagem? Absolutamente nada. Se os meios judiciais não colaborarem, o que impediria as comunidades evangélicas, afetadas pela novela, de arquitetar um grande boicote aos patrocinadores do programa como o Banco Itaú, Unibanco, Assolam, Ford, etc? É uma contra-resposta legítima. No fundo é o que faltava ao movimento evangélico para se proteger. Foi esta a luz dada por Macedo aos crentes e não crentes. Um grande e sistemático movimento judicial e de boicotes para impedir a propagação de preconceitos e estereótipos por parte dos meios de comunicação. Um movimento que faça os responsáveis pela mídia perceberem que sua liberdade de imprensa esbarra na liberdade dos demais agentes sociais. Será que a mídia não quer mais responder judicialmente por seus atos? Quer ser isenta de processos contra calúnia, difamação ou injúria?

Se os dirigentes da IURD são santos, ou não, aqui não vêem ao caso. O que devemos tirar como proveito dessa história são as novas soluções encontradas no sistema, contra o poder da mídia, que devem ser exploradas.

18 Respostas para “Mídia Versus Evangélicos: A Universal Contra-Ataca”

  1. Nossa, nunca tinha parado para pensar sobre isso. Apesar de não ser evangélico creio que eles têm direitos de processar judicialmente a mídia que os persegue.

  2. Meu caro, sou estudante de jornalismo e não poderia deixar de comentar seu post. Concordo quando você fala que a mídia cria estereótipos dos evangélicos. Isso é verdade, mas deve mudar – assim como mudou quando passarama retratar a periferia ou os homossexuais, por exemplo. Não concordo quando você diz que as igrejas evangélicas incomodam por “balançar alicerces” da sociedade vigente, comandada pela burguesia católica. Nos EUA, onde a maioria da população é de protestantes, o consumo de cigarros e bebidas é muito maior e o incentivo à competição selvagem causa estragos como os assassinos que entram atirando nas escolas, por exemplo. Se o problema em questão é a religião, deveríamos todos nos tornar budistas pois o Japão é um exemplo mundial de sociedade evoluída. É fato que IURD cresceu atrás de uma grand nuvem de fumaça. Ireja, no Brasil, não paga imposto de renda. Mas os pastores que têm empresas devem fazer isso, deixar tudo muito claro. Não há como contestar que seus líderes têm o direito de ter posses, mas pode-se questionar como isso ocorreu. Será que o salário de bispo é tão bom assim que permitiu ao Edir Macedo construir uma mansão com 14 quartos e até elevador panorâmico? Para que isso? Vivemos num país de grandes desigualdades sociais. Por que não investir em programas que diminuam a situação atual? A Record, emissora da Universal, já é vice-líder de audiência. Grande parte disso se deve ao dinheiro injetado pela Universal. do faturamento total de R$ 1 bilhão, R$ 500 milhões vêm da igreja. A justificativa é que essa é a grana paga pelo horário pago pelo espaço ocupado pela igreja nas madrugadas da emissora. Mas nem a Globo, om sete pontos de audiência no horário, conseguiria um patrocínio tão gordo. Isso não é questionável? Como jornalista, indago sobre a [falta de] ética da Record. No último domingo, uma matéria de quase 15 minutos foi ao ar em defesa da Universal. Entre os jornalistas, existe uma conduta a ser seguida. Na ocasião, ficou claríssima a utilização de um veículo de formação de opinião para divulgação de ideologias. Onde está a ética? Também concordo que os fiéis têm o direito de se defender, quando se sentem ofendidos. Mas que isso seja feito em tribunais legítimos para isso, e não em juizados especiais. E por que os textos dos processos são tão parecidos? E por que várias ações foram movidas tão distantes uma da outra? No caso da Folha (e a Record não mostrou isso), tratava-se de uma reportagem investigativa sobre o patrimônio sombrio dos líderes da IURD. Os fiéis disseram que se sentiram ofendidos com a tal frase (uma hipótese levantada pela repórter, não uma afirmação) que falava sobre a lavagem de dinheiro dos dízimos. Mas o nome de nenhum fiel foi mencionado na matéria – tanto é que vários juízes deram decisão desfavorável justamente por considerarem ilegítimo o processo por causa disso. Será que não seria bem melhor, e até mais honesto com seu rebanho, os líderes da IURD virem a público para esclarecer os fatos relatados? Por que não passam essa história a limpo? Pense nisso.

  3. Arthur

    Boa reflexão.

    Sou evangélico, porém, não faço parte da IURD.

    Com indignação tenho visto que grande parte da mídia usa contra o protestantismo frases de efeito e retórica cheia de substantivos acompanhadas de adjetivos desagradáveis, é simplista demais ao observar e comentar o movimento evangélico brasileiro.

    Por anos e anos os jornalistas nos chamaram de ignorantes e de seitas… E eles fecharam seus olhos para não ver, ou esconder a realidade, que entre os “ignorantes” e “sectários” está o jogador Kaká (Milan) e o mundialmente conhecido piloto de fórmula 1 Airton Sena.

    A mídia não percebe que está perdendo a posição de elite cultural. Agora as faculdades estão passando por uma revolução. As classes sociais média e baixa faz curso superior e a maior parte dos alunos formandos professa o protestantismo. Estamos vendo o efeito disso A sociedade se transforma e busca a igualdade de direitos sociais.

    Grande parte do jornalismo brasileiro tropeça no profissionalismo exemplar porque é preconceituoso.

    E é importante dizer que numa mesma mente nenhuma intelectualidade ocupa espaço com o preconceito, ou se usa o primeiro ou o segundo.

    Abraço.

    Eliseu Antonio Gomes
    http://belverede.blogspot.com/

  4. Caro Thiago,

    O artigo em nenhum momento questiona o efeito “Universal”, nem os seus líderes. Isso não é o foco da questão.
    Mesmo em divulgar estes dados a mídia persegue sim Edir Macedo e os fiéis. Quem nunca escutou que Macedo explora os fiéis? Há anos a igreja tem o mesmo discurso, e há anos os fiéis desta igreja são lembrados a todo o momento. Ora pelos meios de comunicação, ora pelos vizinhos, colegas de serviço, ou por pessoas que gritam do lado de fora da igreja no intuito de zombar.
    Pergunto: Eles não sabem onde estão se metendo??????

    Destarte, outra pergunta fica no ar: A quem interessa bater nesta tecla a todo momento? Por que isso?

  5. Parabéns pelo artigo. Muito bem escrito e tratou de um assunto bem atual de modo bem sensato. Gostei da postura crítica e também do estilo literário.

  6. Roberto Schwartz Diz:

    Vi seu artigo em destaque na página principal da WordPress. Juro que não acreditei, de inicio, no que eu lia. Como não pude me fazer estas perguntas?
    Será que a mídia tenta contestar até mesmo os mecanismos judiciais? Ela esta acima da lei? Não quer responder mais por calúnia, injuria ou difamação?

    Sou judeu e apóio os evangélicos na sua “cruzada” anti-mídia. Não concordo em nada dito pela Universal, nem confio nela, mas quero lutar pelo direito dela ,e dos evangélicos honestos, de se defender contra acusações infundadas,perseguição e preconceitos sofridos. Basta!

  7. Arthur, também agradeço pela sua participação em meu blog. Da mesma forma que você me diz para questionar a “midia dominante”, peço a você, como professor universitário e filósofo (estou certo?), para pensar sobre a IURD. Como essa igreja surgiu? Como conquistou tantos bens? Por que seus líderes sempre estão envolvidos em escândalos? Será que toda a culpa é da imprensa, que os persegue? E, se nada temem, por que não vêm a público esclarecer as acusações? Acho que a melhor forma de vencer o preconceito não é movendo ações judiciais, mas provando que as informações publicadas estão incorretas. Já que a Universal utilizou seu principal meio de comunicação (a Record) para se esquivar das denúncias, por que não o fez com os comprovantes de que é uma instituição com líderes íntegros? Por que não revelam as negociações pela compra da Record, das outras emissoras de TV e rádio, dos jornais, de todas as outras empresas…? Não se trata de perseguição midiática. A IURD, com todo o poder que ostenta hoje (até partido político tem), é sim alvo do interesse público. Assim como os escândalos sexuais na Igreja Católica, o roubo das gravatas por Henri Sobel ou a prisão do casal Renascer. Se há alguma coisa nebulosa por trás de tudo isso, é DEVER da imprensa ir atrás – ainda mais no caso da Folha de S. Paulo, que recebeu um dossiê, em 1999, sobre os bens da Universal. É DEVER da imprensa apurar, verificar, checar… e também é DEVER publicar e alertar, assim como fez nos escândalos políticos, policiais ou de outras naturezas. Isso não é perseguição! A imprensa apenas cumpre sua parte. Você, como membro da IURD, deveria se questionar sobre isso.

  8. Fantástico….. parabénbs Artur, conseguiu ser imparcial e mostrar a realidade que só não vê quem não quer… novelas da globo…ridículo!!!! E não é só com os evangélicos que eles agem assim, com tudo que não é interessante ao Império deles, procuram fazer uma lavagem cerebral no povo para que as pessoas vejam as coisas ao modo que interessa eles.

  9. Yara F Souza Diz:

    Arthur,
    Seu artigo é muito bom.
    Mostra que apesar de nossas suspeitas contra Edir Macedo ele tem todo o direito de processar a Folha de SP. Se a mídia o persegue, ele tem o direito de revidar da forma que puder, mantendo o respeito a legalidade.
    Esta questão que o Thiago Borges insiste em levantar não faz sentido. Uma coisa é defender as atitudes da Universal, outra coisa é defender seus direitos legais de se manifestar judicialmente. Não é possível que jornalistas como ele não consigam entender ou aceitar isso.

  10. Estou há alguns dias acompanhando as discussões a respeito do tema. E posso dizer que a maioria das pessoas nem sequer sabe o que se passa. Então, YARA e os demais, sugiro que se informem melhor sobre a questão. Não se trata de perseguição. Lamento que grande parte das pessoas acham que a imprensa existe para perseguir as pessoas. Procurem se informar sobre o compromisso ético de um jornalista, que é acima de tudo informar e orientar o público a buscar a verdade. A reportagem da Folha, em momento algum, acusa a UNIVERSAL de desviar verbas. Apenas levanta uma hipótese. Será que alguém se deu ao trabalho de ler a matéria inteira? Segue o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u373561.shtml

    E, será que alguém tentou acompanhar o caso por um veículo da imprensa que não está envolvido no caso, como Record e Folha?

  11. Thiago, muito boa a sua intervenção. Não existem ANJOS nessa história toda, não é?

  12. Este Thiago é bobo ou é um jornalista cínico?

    Quem os jornalistas pensam que são para acharem que estão acima da lei e de seu cumprimento?

    Se a Universal estava errada em processa, tudo bem!
    A justiça esta mostrando que eles estavam errados e estão dando ganho de causa para a Folha. A justiça é assim.

    Agora, temo em pensar que estes jornalistas filhos da puta, com cabeça de merda, querem para si o direito de não seguir a lei e sofrer suas conseqüências. A liberdade de imprensa existe sim, e esta ai, muito forte! Agora, como diria o velho ditado do homem-aranha:
    “Quanto mais poderes, maior a responsabilidade”

    A mídia brasileira, infelizmente, não aprendeu esta lição.

  13. Arthur,

    Já era a hora de alguém questionar a mídia. Parabéns por isso.
    Sou estudante de comunicação social da PUC (publicidade), e, sinceramente, tenho certa implicância com jornalistas que idealizam sua profissão. Vamos ser realistas: imparcialidade não existe. E a mídia deve ser questionada SIM, porque se compreendemos que estamos numa sociedade capitalista na qual os jornais pertecem a determinadas empresas com interesses particularess, pode ser extremamente perigoso confiar absolutamente na mídia.
    Sou evangélica e, particularmente, não gosto da Universal, mas não posso condená-la por reagir contra a mídia. E é estranho a forma com que ela trata os evangélicos em geral. Que absurdo foi a última novela “das 8″ Duas Caras? É de responsabilidade das emissoras ter consciência de seu poderoso papel social e utilizá-lo da melhor forma possível, ao invés de tentar colocar pensamentos etnocêntricos sobre temas que sequer têm conhecimento suficiente para falar. Não quero com isso defender a Universal, mas sim o direito de se expressar tão levantado pela mídia.
    Até quando seremos alienados pelas “informações” da mídia? É possível usar verdades para fazer alguém acreditar em mentiras – Hitler e Goebbels são exemplos disso. Quando a mídia afirma sua liberdade de expressão para impedir que seja questionada, ela dá a si mesma o poder de falar o que quiser sobre quem quiser, exercendo de forma hegêmonica sua influência sobre as pessoas. Não questiono que a Universal tenha muitas estranhezas quanto à sua ascensão financeira, mas quanto à Globo? Ninguém questiona como a empresa que há pouco tempo falou-se em estar falida, agora estar novamente às mil maravilhas. Nem da edição estranhíssima do debate entre Lula e Collor, e de suas posturas políticas desde seu surgimento, ou a não-divulgação de determinados acontecimentos importantes por puro interesse.
    Aconselho ver o vídeo no youtube “Muito além do cidadão Kaine”, que por muito tempo foi proibido no Brasil (por que será?).
    A liberdade de expressão só é clamada quando interessa. Já é hora de quem é demonizado pela mídia exercer o seu próprio direito de expressar-se.

  14. Legal esta análise….
    O problema é que todos os evangélicos são postos no “mesmo saco”… Por exemplo: A centenária Assembléia de Deus tem o mesmo título de “evangélica” que a IURD/Record. O que falta é uma análise séria sobre a questão dos evangélicos no país. Tem gente séria, mas tem muita pilantragem… Outro ponto, a Igreja Católica não deveria processar a Record por difamação???? Eles vivem chamando os padres de pedófilos, entre outras coisas…
    Por isso eu sinto inveja dos europeus… se é para ter essa briga religiosa o melhor é ser ateu e ponto final!

  15. Fernando Bessa Diz:

    PARA HISTORIADOR
    a Assembleia de Deus é centenária. É a pioneira no pentecostalismo mundial (fundada nos EUA). Fez seu caminho no Brasil de forma sólida e homogênea até o surgimento da chamada “terceira onda” pentecostal, onde a IURD se destacou e começou um crescimento avassalador. Esse crescimento da IURD detectou como as lideranças das outras igrejas evangélicas eram débeis e sem autoridade. Assim, a IURD foi influenciando de forma tal as igrejas históricas que mesmo a Igreja Metodista, hoje, é irreconhecível. Poucas são as que mantém os os princípios de John Wesley (fundador), a grande maioria partiu para aventuras tipo “G12″ e outros desvios neopentecostais. Veja quantas Assembléias diferentes pode-se encontrar hoje. Assembléias antagônicas até. Falta liderança e definição teológica.
    Por essas e outras é que esse filme já passado nos EUA, faz com que o número de fiéis evangélicos pentecostais por lá, segundo o jornal “New York Times” em abril/2008 esteja em 5.800.000 (cinco milhões e oitocentos mil fiéis). para uma população de mais de 300 milhões de habitantes, isso significa menos de 2% da população.
    O que houve com os grandes televangelistas americanos ? Envolvimentos em escândalos de drogas, traições, sonegações ficais, etc. fizeram ruir e desmoralizar o pentecostalismo nos EUA.
    E aqui, no Brasil? Está se tirando alguma lição histórica ? Opinião minha: Parece que não. Não percebo nada.
    Muitos pastores estão atentos e são conhecedores e críticos do desvio evangélico brasileiro, mas desconheço ação prática.
    OS EVANGÉLICOS SÃO RESPONSÁVEIS PELO SACO. ELES OPTARAM POR ENTRAR NO MESMO SACO.
    FALTA CORAGEM DE ROMPER.

  16. Sabe aquela popular frase não li e não gostei ? pois é, se deu em parte com se texto. Tanto que pensei que vc fosse pastor.
    Voce disse “O protestantismo corrói os alicerces que sustentam a burguesia católica dominante. Eles denunciam algumas explorações e negam os valores sociais hegemônicos. Criam um novo habitus social, diferente do que se estava acostumado. Como vender bebida, cigarro, artigos de luxo ou uma política assistencialista para uma classe social que não vê tudo isso com bons olhos? Como adequar o marketing para fisgar um nicho que não se seduz pela filosofia dos prazeres?”

    Tem tanta coisa para ser analisada nesse texto…ufffa!! Vamos lá !!
    Quem disse que a burguesia é católica ou protestante, ou flamenguista, palmeirense ou vascaína ? A burguesia é ela própria. Ela nunca teve religião. Mas sempre usou a religião a seu favor. O único ponto de contato é a civilização judaico-cristã. E essa burguesia nascida no interior dos burgos, em plena idade-média feudal e teocentrista (Deus como centro de tudo), lutou exatamente contra o teocentrismo. Entender os iluministas é entender os anseios burgueses pelo antropocentrismo (O Homem como centro de tudo). Achar que a revolução francesa e seu lema “Liberdade, igualdade e fraternidade” seja para todo o povo é um erro infantil para quem não percebe a luta de classes. A burguesia já era poder econômico e com essa revolução tomou o poder que lhe faltava: o poder político. A religião, fosse ela qual fosse, teve, aos poucos, de se associar ou se submeter. Se associou. Mas antes perdeu muitas terras. Teve que aturar o marketing malandro de Calvino ao atrair a burguesia com sua tese de que a burguesia podia se acalmar pois “quanto mais rico o homem mais a graça de Deus ele tem.” Palmas !!! clap, clap, clap. A burguesia foi salva do inferno !!!!!
    Xiiiii……teve um problema!!! Um jovem judeu e barbudo chamado Karl Marx detectou a malandragem católica-burguesa-protestante e foi categórico: “A religião é o ópio do povo”. Além de ser claro e didático ao afirmar: “A história das civilizações é a história das lutas de classes”.
    Bem, se antes a burguesia tinha que se virar contra a igreja católica e esta contra os burgueses protestantes e estes contra os burgueses católicos, agora todos podem se unir. O inimigo comum chegou: O comunismo. Só podia chegar mesmo. Tanta religião, tanta burguesia e tanta exploração, tanta morte, tanta guerra e o Deus judaico-cristão bancando todo um festival de horrores e devastação em seu nome.
    Católicos (portugueses, espanhóis) e protestantes (ingleses e holandeses) saem pelo mar adentro (após Vasco da Gama) buscando novas terras (roubo) e submetendo povos e escravizando-os em nome de uma nova órdem civilizatória e todos em nome de Deus.
    Esses são os valores sociais hegemônicos que vc fala e que não são privilégio de católicos ou protestantes. Para não me prolongar. Os maiores consumidores de drogas pesadas e leves sejam lícitas ou ilícitas são os países de maioria protestante. Mas isso não condena o protestantismo nem absolve os católicos. Os pastores alemães bebem vinho e e cerveja (cultura local). Qual o problema ??? Um pastor escoces beber wisky (cultura local) qual o problema?
    Jesus bebia vinho e gostava muito de se reunir à mesa com seus discípulos sempre com boa bebida e boa comida. Chegou a ser chamado de beberrão. Hoje, os radicais juram de pé junto que vinho que Jesus bebia não tinha alcool. rsrsrsrsrs. Eu , particularmente, desconheço vinho sem alcool. Mas, os radicais de hoje querem se justificar dizendo que o que Jesus bebia era uma espécie de groselha..kkkkkkkk..patético.
    E , lembre-se meu caro Arthur, o neopentecostalismo está aberto a filosofia dos prazeres baratos sim. E tem muito.

  17. Eliandro Viana Diz:

    Sou da IURD, acho que ha muita perseguicao sim contra a iurd pela midia.
    É muito facil falar, mas quando se conhece o trabalho de perto ver que nao e o q a midia diz.

  18. o diabo é o tai do bicho ruim mas ele não é e numca vai ser tão forte quanto o Deus vivo q eu sirvo o diabo numca não vai nem chegar tão perto dos pés d meu senhor JESUS CRISTO o pai da fé FIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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