A Questão da Anistia e a Falta de Confiança no Exército: Ou para que realmente serve as forças armadas?

A Questão da Anistia e a Falta de Confiança no Exército:
Ou para que realmente serve as forças armadas?

Por Arthur Meucci

Após algumas decepções com o governo de Lula, e da parte majoritária do PT, principalmente quando levamos em consideração a história do partido, as recentes iniciativas de Tarso Genro em questões delicadas como a lei de anistia me animam. Nada mais justo e coerente para um partido democrático, com história de engajamento na luta pela liberdade política e social, do que tentar derrubar nossa vergonhosa lei de anistia política que protege militares e políticos envolvidos em torturas e mortes durante o nefasto período da ditadura militar.

Como podemos ter deixado as atrocidades cometidas entre 1964 e 1985 impunes? Dois fatores explicam: a força dos militares após a ditadura e os governos de direita que assumiram o controle do país. Estes últimos se beneficiaram indiretamente do regime militar e dos horrores cometidos. Porém, o PT quebrou a corrente reacionária que começou com Collor e terminou com FHC. A democratização brasileira, casada com as questões de distribuição de renda e igualdade social, dá ao Governo legitimidade para tocar nesta grande ferida. Mas o que os emperra? O exército?

Nossas forças armadas ainda são um imenso perigo para a democracia. Além de ser aliada aos partidos reacionários como o DEM, por exemplo, há uma submissão de nossa cúpula militar aos interesses norte-americanos. Armas, política conservadora e capital internacional são elementos preocupantes. Como agravante, nossos militares se sentem inabaláveis. Afinal, as injustiças histórica que causaram prevalece. Conferem-lhes uma sensação de onmipotência. Triunfo da força sobre a ética.

Mas então, o que fazer? Devemos ao governo FHC uma constante redução da força política dos militares, além de um importante processo de sucateamento de nossas forças armadas. Medida esta sabiamente copiada pelo governo Lula. Hoje, há problemas financeiros até para convocar os jovens para o serviço militar obrigatório. As perdas de nosso exército são um triunfo para a democracia e para o Estado de Direito.

Frente a atual conjectura pensei numa medida radical, porém cabível, para resolver nossos problemas com as forças armadas. Sugiro aqui, neste humilde blog, acabar com nosso exército. Solução radical? Sim. Impraticável e perigosa? Não. O leitor já parou para pensar no que aconteceria com o fim de nosso poder militar? No que representaria para a humanidade um Estado democrático abrir mão de sua força bélica em nome da paz e da justiça? Caso não tenha pensado lhe convido para esta viagem.

Estaríamos em perigo frente uma possível revolta militar? Suscetíveis a um novo golpe, por exemplo? Acredito que não. Não há por parte do exército, hoje, infra-estrutura para se manter no poder. Certamente não conseguiriam conter as revoltas sociais. Além disso, não teriam apoio da comunidade internacional e rapidamente haveria sanções. Poderiam criar um Estado de insegurança capaz de abalar toda nossa economia e estrutura social. Não haveriam meios para se manterem no poder. Mas e os soldados? Perderiam seus empregos? Não. Simplesmente seriam remanejados para a Polícia Federal e Estadual. Formariam um enorme contigente de segurança no combate ao crime e de emergência.

Algum militar nos dirá: “- E nossa vulnerabilidade frente aos demais países? Certamente seríamos presas fáceis para outros Estados”. Mas aí nós perguntamos: “ – Quem? Como?” . O primeiro país que aparece no imaginário coletivo é a  Argentina. Pois bem, eles teriam condições de invadir e dominar nosso país? Mal conseguem se sustentar… Teriam eles força militar, política, internacional e econômica suficiente para tanto? Obviamente não. Certamente eles têm muito mais a perder. Aprenderam duras lições na guerra contra o Chile e nas Malvinas.

Na ausência da Argentina em nosso quadro de possíveis ameaças surgiu recentemente dois outros inimigos virtuais, segundo nosso exército e os Estados Unidos: Hugo Chaves e Evo Morales. Mas eles realmente seriam uma ameaça para o nosso país? Somente na cabeça de um imbecil isto seria possível. Venezuela e Bolívia mal conseguiriam se defender do exército colombiano, imagine enfrentar o Brasil. Poderíamos não ter exército, mas teríamos um contigente policial bem preparado e capaz de frear os ataques destes  agressores. Além disso, uma atividade militar comandada por Chaves seria o pretexto que faltava para os EUA intervir militarmente na região. Esta é uma hipótese totalmente desprovida de bom senso.

Ao expor estas idéias para um amigo militar ele me disse que o grande perigo que o Brasil realmente corre é uma invasão da China. Segundo ele os militares brasileiros acham que é possível uma ofensiva militar chinesa para apropriação de nosso território e dos nossos recursos naturais. Esta idéia corrobora outras duas idéias implícitas anteriormente levantadas. Primeiro, os nossos militares são um bando de babacas sustentados pelo dinheiro público usando seu tempo ocioso para planejar ameaças mirabolantes que justifiquem sua existência. Segundo, a invasão chinesa na América do Sul seria pretexto para os Estados Unidos e a OEA declararem guerra a China. Seria uma catástrofe política, econômica e militar totalmente desnecessária. E acredite, nosso exército gasta tempo e dinheiro arquitetando defesas mirabolantes e surreais desse tipo…

Por fim, alguém da esquerda poderia ponderar que os Estados Unidos invadiriam o Brasil para dominar nossos recursos naturais e humanos. Bom, em teoria a idéia é plausível. De todas as ameaças citadas sem dúvida é a mais provável. Mas qual seria a justificativa para se começar uma guerra num país pacífico e sem exército como o Brasil? Seria de uma pequenez brutal que indignaria a opinião pública americana e mundial. Quem confiaria num país capaz de tamanha injustiça e covardia? Haveria boicotes econômicos e diplomáticos de inúmeros países. Tentar dominar um país que não apresenta ameaça bélica e mercadológica é totalmente desnecessário.

Veja, caro leitor, como na prática nosso exército é custoso e inútil. O que justificaria sua existência? Quando você realmente precisou do exército? Consegue se lembrar? Há algo que a Policia Federal ou Estadual não possa dar conta? Principalmente com um contigente tão grande oriundo das antigas forças armadas? Por que sustentar uma instituição que se mostrou tão perigosa para a democracia brasileira? Por que os militares têm que estar acima da lei? Serem especiais? Eles realmente servem para alguma coisa?

Gostaria de aprofundar mais a questão. Será que uma civilização não consegue existir sem um exército? Sem guerras? É da condição humana construir uma sociedade que se auto-destrói? Nossa espécie está fada ao terror e sofrimento que os conflitos bélicos causam? Será que é imanente ao ser humano viver para guerrear? As respostas para estas questões milenares só surgiram se tentarmos mudar isso.

Por hora vamos torcer para que, pelo menos, nossos militares possam começar a responder na justiça pelas atrocidades que cometeram. Isso já melhoraria muita coisa…

43 Respostas para “A Questão da Anistia e a Falta de Confiança no Exército: Ou para que realmente serve as forças armadas?”

  1. Osvaldo Ap.A.Ardana Diz:

    A humanidade esta precisando de um verdadeiro choque de democracia e liberdade , de forma inconfundivel, e a abolição do nosso exercito, com certeza , teria uma repercussão politica admirável e seria seguida por muitos outros governos.
    A maior dificuldade, porém, se encontra na próporia estrutura do exercito, que é um ser gigantesco , com tentaculos e vinculos politicos , capazes de influenciar as decisões de nosso congresso.
    Nada justifica a manutenção de um exercito no brasil e no mundo, a não ser os prórpiros exercitos, e a industria da guerra, os dois se auto-alimentam, e geram na sua manutenção a dor e a miséria em nosso planeta.
    Sou favorável ao fim de toda estrutura de guerra em nosso mundo, aliás guerra é uma coisa inaceitável.

  2. Kátia Pecoraro Diz:

    Arthur, essa foi a primeira vez, no seu blog, em que eu me dou ao direito de DISCORDAR COMPLETAMENTE da sua argumentação.

    Com toda a análise sócio-histórica que vc desenvolve, ainda assim, sugiro reconsiderar especialmente diante do ponto de vista do papel objetivo que as Forças Armadas – quando bem armadas e bem formadas – devem desempenhar INCLUSIVE para a manutenção do tal Estado Democrático de Direito.

    Achei sua argumentação, no mínimo, romântica.

    Que se criem critérios e mecanismos de controle, vigilância, transparência e prestação de contas cada vez mais apurados. Se não sabem viver assim, que aprendam. Mas um Estado não pode prescindir de suas Forças, ao contrário, deve especializá-las e melhorá-las.

    O poder LEGÍTIMO precisa delas, e LEGITIMAMENTE operantes. Desvios históricos ou o Estado de exceção que vivemos não justificam sua extinção. Seria pecar pelo oposto e perder a perspectiva do equilíbrio.

    Palavra de quem saiu de SP e sabe o papel que as Forças Armadas efetivamente desempenham no interior do país. E esse é o menor e o menos filosófico dos argumentos, mas é um dos mais objetivos.

    Voltaremos no assunto.

  3. Kátia Pecoraro Diz:

    Sua argumentação, inclusive, me surpreende pelo romantismo. Quer um mundo sem guerras? Passemos para um contexto de discussão religioso (entenda como quiser, como ironia ou como última solução). A (hipótese da) guerra pertence sim à natureza humana e é um fato filosófico, inclusive. Muitas, muitas, muitas gerações ainda são necessárias até que não o Brasil, mas o mundo, possa sonhar com essa hipótese mirabolante. Se é que possível (eu não aposto nela). Nossa…. essa sua proposta realmente me supreende, me incomoda, me decepciona e me deixa atônita… simplesmente atônita… para citar uma palavra antiga, diria: embasbacada….

  4. vc voltou sonhador dessas férias heim?!

  5. Luiz Carlos (kaka) Diz:

    Os militares hoje em dia estão tão obsoletos quanto os armamentos que usam, num futuro próximo as guerras simplismente deixarão de ser necessárias por causa da tecnologia armamentista. Em fim a cobra mordeu o próprio rabo, ou seja, se acontecer uma guerra entre as potencias nucleares não sobrará nada para ser dominado.
    Penso que o exército. sobretudo o Brasileiro, é como aquele parente que vem nos ajudar a preparar um churrasco no fim de semana e não se você não o expulsa ele não vai mais embora.

  6. Katia, com todo o respeito, vc discordou mas nao argumentou. Nao falou qual é o gde papel q as forças armadas exercem no Brasil (ou no interior do Brasil, como vc disse).
    Tbem nao vejo o exercito como mantenedor do Estado democratico de Direito, principalmente na América Latina. Vejo, qdo bem armado e com inimigos reais, defensor do Estado. Democratico e de Direito nunca! E o do Brasil, desestruturado e inutil como é, nem pra isso serve. é so um elefante branco.

  7. Desculpa d novo, mas me incomoda ver esse conformismo em dizer “isso é da natureza humana, nao pode ser mudado”, nao entendo o conformismo desse argumento. Ora, se algo q eu acho errado é da natureza humana é meu dever ético tentar mudar essa natureza! Sempre se achou q a separaçao dos humanos por classes d nobreza era natural, q a escravidao era natural, mas isso se muda com utopia e pratica! E por ultimo vc diz ainda q isso so seria possivel daqui a muitas geraçoes, ora, com esse pensamento retrogrado e conformista vai demorar mesmo! Ou melhor, nunca vai chegar. Eu ja acho q seria possivel implementa-lo ja. Afinal, quais seriam as consequencias catastroficas disso?

  8. Adorei as manifestações contrárias.
    Toda a opinião e discussão é bem-vinda.

    Mas cá comigo, vocês realmente acham que os EUA nos invadiriam? Mesmo nos declarando sem exército? O Brasil vale uma quebra de confiança e de imagem deste tipo?

    Gostaria de lembrar que Gandhi venceu o grandioso exército britânico e libertou a Índia oferecendo a outra face e pregando a paz. Já o “poderoso” exército argentino se ferrou com a Guerra das Malvinas contra o mesmo império militar…

    Será que Hobbes não fantasiou demais?

  9. Kátia Pecoraro Diz:

    Ivan, não argumentei pq estava, como disse, embasbacada com a proposta. Acho que as Forças Armadas são necessárias sim, para defender o Estado, e TAMBÉM o Estado Democrático de direito, nas situações externas ou internas em que ele se vir ameaçado. CLARO QUE NÃO ESTOU ME REFERINDO AO ESTADO DE EXCEÇÃO QUE VIVEMOS. Tb acho que as Forças Armadas precisam amadurecer, melhorar, abrir as comportas, ter a coragem da transparência… Entendo que exercem um papel importante na manutenção das nossas fronteiras secas, especialmente estas, e que é grave, sim, ou pelo menos preocupante para o longo prazo, a manipulação – ideológica, tecnológica ou simplesmente comercial – de inúmeras nações indígenas que temos no país (hj moro em Mato Grosso, morei em Mato Grosso do Sul e isto simplesmente mudou minha perspectiva a respeito do papel das Forças Armadas no Brasil) e que devem ser respeitadas na sua essência, aliás em tudo, do ponto de vista antropológico, mas não podem ser ignoradas como porta de entrada e de fragilização da nossa soberania, ainda que este seja um conceito discutível em tempos de globalização. Acho MESMO que guerra, violência, desvios de conduta e comportamento, maldades e vícios em geral fazem parte da natureza humana, seja do ponto de vista individual, seja do ponto de vista social, e, Forças Armadas e/ou policiais, obviamente BEM ARMADAS E BEM FORMADAS – aqui abre-se um amplo espaço para discutir corrupção (detestável… mas que TAMBÉM é um exemplo do mal que faz parte da natureza humana) – devem servir para as situações-limite. Entendo que o problema é muito mais amplo do que ter ou não ter Forças Armadas, passa por educação e por tudo quanto converge nela (inclusive educação dos próprios componentes das Forças) e não acho, mesmo, que temos, ou sequer que teremos, um dia, enquanto humanidade, a MATURIDADE E A GRANDEZA DE ESPÍRITO necessárias para prescindir das Forças Armadas. Sério mesmo… não entendo isto como conformismo, mas como objetividade estratégica e alguma noção do que sejam as relações de poder locais (internas) ou globais (externas). Acho sim, Arthur, que podemos um dia ser invadidos. Não acho que seja logo, mas entendo que é possível e que riquezas como a água, que temos em profusão, nos tornam estratégica e terrivelmente vulneráveis. Não tenho a menor dúvida que a influência estrangeira nos pontos mais afastados do Brasil, seja em ambientes de atividade de ongs em geral (várias delas prescindem de seriedade e transbordam corrupção ativa sobre autoridades e populações sertanejas, ribeirinhas e indígenas), seja em ambientes de MISSÕES RELIGIOSAS mal-explicadas… e que encobrem outras atividades. Isso existe… e olhe que eu mesma sou uma pessoa religiosa e já tive intenção de ser missionária. Mas é o que eu disse… mesmo nas missões, está lá a maldade humana, firme e forte… o desvio, o vício, o crime, o excesso. A força deve existir para isso. E o tal Estado Democrático de direito (hj trabalho num Tribunal de Justiça, com Comunicação), sabe perfeitamente, em seus fundamentos filosóficos, da importância que a Força detém ou pode exercer em situações limite. Estados Democráticos de direito, CLARO, não podem prescindir de seu viés formativo, crítico, da educação, da utopia e da ética, como vc citou, mas são uma construção diária, em um horizonte em que “se cai, enquanto se está a subir” em direção a um alvo, inúmeras e inúmeras vezes. Se cai enquanto indivíduo, se cai enquanto sociedade. E para isso a Força é necessário. Fora isso, estamos falando não do homem e seus limites, mas de Deus e sua Graça – aqui, o tema abordado em toda a sua grandeza. Entendo que o homem é capaz IN POTENTIA, mas imperfeito e vaidoso DEMAIS por natureza, para que, em termos SOCIAIS, AMPLOS, como HUMANIDADE mesmo, alcance por si, pela riqueza e pela grandeza da ética como valor e virtude a ser buscada, uma situação EFETIVA e PERMANENTE de paz social. EFETIVA E PERMANENTE, repito, que por si só PERMITA que abdiquemos de instâncias de Força para controle social. Não acho que isso seja conformismo, acho que é realismo. E, se vc não quiser adotar minha perspectiva religiosa da coisa, ok, no problem… TANTO MAIS, ENTÃO, A FORÇA SE FARÁ NECESSÁRIA, porque a paz é cíclica e o poder (qq tipo de poder) é uma tentação, um risco ou um fator condicionante constante da virtude humana. Estado Democrático de direito… sem força???? Por ideal, puro e simples e esforço humano? Não acredito nisso. Mesmo. Mas acho que temos que lutar por isso, estimular, educar para…. etc. Paradoxo ou contrasenso? Continuo achando que não. Acho é que não podemos lutar ROMANTICAMENTE. Se for para lutar “romanticamente”, ou seja, por ideal e abdicando da Força (policial ou armadas), somente pela fé e pela Graça. E aí é outra discussão… completamente diferente… E, por falar em Estado Democrático de direito, o Arthur citou, em sua primeira argumentação “nossas forças policias não dariam conta disso ou daquilo (…), o que nos permitiria prescindir de Exército” e tal…. Não. Não dão conta e não devem dar. Os papéis CONSTITUCIONAIS dessas respectivas Forças são diferentes e é muito importante, no próprio Estado Democrático de direito que sejam preservados e respeitados. Mantenho minhas posições, agora ampliadas e um pouco mais argumentadas… Ainda insuficiente, admito. Inté, povo… E, para finalizar, meu QUERIDO Arthur: para que eu RESPEITASSE , minimamente, a proposta do nosso ministro Tarso Genro, urgiria que o PT tivesse se mantido COERENTE com suas causas durante seu Governo. Não existe meia gravidez, se é que me entende… BjK e saudades, K.

  10. Kátia Pecoraro Diz:

    Quais seriam as conseqüências catastróficas de “tentar mudar a natureza humana”? Nenhuma. Temos que lutar para esta mudança e trabalhar por isso. MAS PROTEGIDOS e não, como eu coloquei acima, ROMANTICAMENTE. Faça isso então: elimine Exército, Marinha, Aeronática, Polícia Civil e Militar e toda espécie de força que queira e tente mudar a natureza humana JÁ, como vc disse… e que Deus o proteja… literalmente… TEMOS QUE MUDAR. SOU PROFESSORA E LUTO POR ISSO SEMPRE (aliás, Arthur, voltei tb a dar aulas… rsrsrsr) NO PLANO DA FORMAÇÀO, mas ele não acontece isolado, trata-se de um sistema, de vários sistemas, interligados, imperfeitos, interdependentes, falhos, cheios de riscos… no Céu ou quando alcançarmos o Nirvana, meu caro Ivan, isso passa, enquanto isso… resta-nos lutar para que o vale de lágrimas não nos engula e espalhar muitos sorrisos por aí. Mas haja lágrima. Haja dor. Haja injustiça. Haja corrupção… haja vício… haja mero individualismo e falta de consciência social e de limite… haja famílias pobres, mal formadas, incapazes de fornecer e garantir senso moral e pessoas desconstruídas… Haja violência também…. na minha opiniào é muito, é demais, para que se possa prescindir do que quer que se entenda por Força Armada… Kátia (se vc não acredita em Céu, como diz o André Comte-Sponville, um ateu de quem sou fã, ok… lutemos plena e profundamente pela alteração da realidade ainda aqui, eu ainda prefiro ficar TAMBÉM com o Céu, que é eterno. Mas se vamos lutar só por aqui, que entremos ARMADOS nessa briga, pq é uma briga boa… e longa…

  11. Kátia Pecoraro Diz:

    Famílias “pobres” em moral, foi o que quis dizer. Não foi uma abordagem social do termo.

  12. Gustav Coutinho Diz:

    Cara companheiro, me impressionou muito esta sua assertiva.Fico pensativo em alguns pontos.Vejo aqui que você esté certo sobre a questão dos policiais Federais e Estaduais.Haja vista que na maioria das vezes eles têm mais serventia do que o exercitio, entretanto esquece de alguma coisa.Parou e percebeu que as forças armadas representam muito mais que uma simples segurança, mesmo que eles não façam nada a maioria do tempo.Para se ter um Estado Nação, precisa-se primeiramente de território reconhecido pelos outros Estados Nação, sendo respeitado e inviolável e poderio militar, entre outras coisas.
    É toda uma questão de simbologia, até onde lembro em meu pequenp conhecimento ,não mel embro de nenhum país ter abdicado de seu poderio militar.(Forças Armadas)

  13. Gustav Coutinho Diz:

    Em relação ao exercício de DEMOCRACIA, acho que o Brasil, está precisando mesmo de um Guerra Civil, para vê se acordamos.
    Uma revolta generalizada em o povo e o Estado.

  14. Pois é… mas não podemos esquecer de que a Anistia no Brasil dói um acordo feito entre as partes que na época negociavam. Portanto a Anistia não foi Ampla, Geral e Irrestrita como lutávamos.
    Agora quebrar o acordo fica estranho. Acho bom refletirmos também nos acordos que se faz nesses momentos para que após feito não nos arrependamos.

  15. Caro Professor, soube da existência de seu blogue na comunidade PROFISSÃO PROFESSOR(A) e gostei do que li por aqui, apesar de terem sido algumas poucas linhas em razão de minha falta de tempo neste momento. Coloquei seu blogue entre os relacionados de minha comunidade classificando-o como sendo um blogue contrário ao neoliberalismo. Se fiz mal, peço-lhe que me informe em meu blogue, pois neste caso eu o retiro.

    Incentivo-o a continuar escrevendo, pois precisamos de que mais e mais cabeças pensantes escrevam no mundo virtual, a fim de que haja um mínimo de contrabalanceamento ao imenso poder dos veículos de comunicação favoráveis à ideologia da exclusão e da destruição do ecossistema (o neoliberalismo).

    Quando, se puder e se quiser, filie-se à comunidade Resistência ao Neoliberalismo (no Orkut) e nos auxilie com suas reflexões e seus escritos.

  16. Sérgio Elly Vollaro Jr. Diz:

    Acredito que assim como eu voce nao concorde com as atrcidades cometidas pelas forças armadas durante a ditadura, porem, acho que ao propor o fechamento de nossas forças armadas voce so pode estar sobre o efeito de alucinogenos, bebidas, etc…
    1°- Se hoje o Brasil enfrenta problemas crescentes em relaçao a segrança, é em parte pela entrada de armas e drogas em territorio nacional, e isso vem ocorrendo de maneira descarada, graças ao sucateamento das forças armadas, e olha que voce defende esse sucateamento.
    2°- Hoje o brasil, e o principal pais da america do sul, porem sem forças armadas ficaria vulneravel e sem moral no cenario internacional, pois atualmente nenhum pais sobrvive apenas com diplomacia, pressao militar sempre foi uma das principais maneiras de se conseguir algo no cenario internacional.
    3°-Ao contrario do que diz a venezuela nao e um pais de merda no que se diz respeito a suas forças armadas, muito pelo contrario a venezuela vem adquirindo armas, aparelhos e equipamentos de ultima geraçao, vide os novos caças da FAV, os Sukhoi SU-30MKII que sao os mais capazes da america latina.

    Espero sinceramente que voce reflita melhor sobre o que acabou de propor, pois acabar com nossas forças armadas seria o ato mais debil que qualquer governo poderia fazer.
    espero tambem que antes de ficar atirando como uma metralhadora giratoria para todos os lados, estude o assunto para nao usar argumentos sem fundamentos.
    antes que alguns afirmem, NAO sou militar, e NAO tenho parentes proximos que sejam militares, portanto NAO tenho qualquer vinculo com as forças armadas.

  17. Osvaldo Ap.A.Ardana Diz:

    A necessidade do exercito, passa pela necessidade de segurança individual, o individuo inseguro em suas atitudes e vivencias, por erro de sensibilidade, recorre a uma possivel segurança externa , que o livrará de todos os males que a sua ignorancia projeta ao seu redor.
    A força dos exercitos representa a fraqueza de nossas condições morais e intectuais.
    Fortalecendo nosso intelecto, associando inteligencia e moralidade, enfraqueceremos o exercito, e por fim o tornaremos obsoleto.

  18. No minimo um ignorânte para falar isso.
    Medrosos que fogem do serviço militar, que não sabem nem o real significade patriotismo, antes de tudo, o exército, a marinha e a aéronautica, luta contra o contrabando de animais na amazônia, contra pirataria, e desmantelando madereiras clandestinas.
    O EXÉRCITO BRUTAL QUE VOCÊ DESCREVEU, COLOCA MEDO NESSAS PESSOAS, PORQUE SABEM QUE COM A POLICIA VOCÊ BRINCA POIS SEU ADVOGADO TE SOLTA EM UMA HORA, MAS E COM O EXÉRCITO?
    O BURACO É MAIS EMBAIXO.

  19. Desculpe mas esse ultimo comentario foi meio tosco, como fortalecer nosso intelecto vai cuidar de 20 malucos armados? Você move coisas com a mente “Magneto”?

  20. 1 – Falta de confiança? Do povo nao é.

    2 – Os institutos militares de tecnologia brasileiro sao reconhecidos internacionalmente, onde o Ita, por exemplo, é a instituiçao de maior produçao científica/(aluno/professor)

    3 – Empresas de alta tecnologia dependem em muito dos técnicos e projetos militares.

    5 – (((((As perdas de nosso exército são um triunfo para a democracia e para o Estado de Direito.))))) < Isso foi piada, né?

    6 – (((((Algum militar nos dirá: “- E nossa vulnerabilidade frente aos demais países? Certamente seríamos presas fáceis para outros Estados”. Mas aí nós perguntamos: “ – Quem? Como?” . O primeiro país que aparece no imaginário coletivo é a Argentina. Pois bem, eles teriam condições de invadir e dominar nosso país? Mal conseguem se sustentar… Teriam eles força militar, política, internacional e econômica suficiente para tanto? Obviamente não. Certamente eles têm muito mais a perder. Aprenderam duras lições na guerra contra o Chile e nas Malvinas.))))) < Argentina? Você inventou, né?

    7 – ((((Na ausência da Argentina em nosso quadro de possíveis ameaças surgiu recentemente dois outros inimigos virtuais, segundo nosso exército e os Estados Unidos: Hugo Chaves e Evo Morales. Mas eles realmente seriam uma ameaça para o nosso país? Somente na cabeça de um imbecil isto seria possível. Venezuela e Bolívia mal conseguiriam se defender do exército colombiano, imagine enfrentar o Brasil. Poderíamos não ter exército, mas teríamos um contigente policial bem preparado e capaz de frear os ataques destes agressores. Além disso, uma atividade militar comandada por Chaves seria o pretexto que faltava para os EUA intervir militarmente na região. Esta é uma hipótese totalmente desprovida de bom senso.)))) < Ridículo. Você, pelo visto nunca ouviu nenhum comandante militar numa entrevista sobre a doutrina de defesa estabelecida, entre outros pontos, principalmente em 3 fatores – um mal estar regional; um estado local patrocinado por uma potência estrangeira, e uma incursao direta.

    8 – ((((Ao expor estas idéias para um amigo militar ele me disse que o grande perigo que o Brasil realmente corre é uma invasão da China. Segundo ele os militares brasileiros acham que é possível uma ofensiva militar chinesa para apropriação de nosso território e dos nossos recursos naturais. Esta idéia corrobora outras duas idéias implícitas anteriormente levantadas. Primeiro, os nossos militares são um bando de babacas sustentados pelo dinheiro público usando seu tempo ocioso para planejar ameaças mirabolantes que justifiquem sua existência.)))) < Certamente seu amigo é um tremendo babaca.

    9 – ((((Por fim, alguém da esquerda poderia ponderar que os Estados Unidos invadiriam o Brasil para dominar nossos recursos naturais e humanos. Bom, em teoria a idéia é plausível. De todas as ameaças citadas sem dúvida é a mais provável. Mas qual seria a justificativa para se começar uma guerra num país pacífico e sem exército como o Brasil?)))) < Você nao é professor de geopolítica nem geoestratégia, correto? Chute no Google algo sobre: Incêndio em Roraima intervença externa – E leia varios artigos(em caso de achar o primeiro e o segundo conveniente para mim)

    ╚ – ((((Gostaria de aprofundar mais a questão. Será que uma civilização não consegue existir sem um exército? Sem guerras? É da condição humana construir uma sociedade que se auto-destrói? Nossa espécie está fada ao terror e sofrimento que os conflitos bélicos causam? Será que é imanente ao ser humano viver para guerrear? As respostas para estas questões milenares só surgiram se tentarmos mudar isso.)))) < Contraditório com todo seu texto, hein? No meu ver, numa guerra, existem no mínimo dois lados. Logo, nao depende apenas da boa vontade minha ou sua. Cite-me onde a guerra só destrói? Viste as faturas das vendas de armamentos russos e americanos pelo globo? Para certos países as guerras sao bem lucrativas; ou acha que as empreiteiras, as construtoras e os serviços por terceiros, americanos, nao ganharam nenhuma licitaçao no Iraque. Você realmente crê numa ofensiva com um custo de 1Tri e nenhum ganho? Procure algo sobre isso.

    █ – (((((Veja, caro leitor, como na prática nosso exército é custoso e inútil. O que justificaria sua existência?))))) < O mesmo motivo que justifica a existência dos demais exércitos.

    Ö – ((((Por hora vamos torcer para que, pelo menos, nossos militares possam começar a responder na justiça pelas atrocidades que cometeram. Isso já melhoraria muita coisa…))))) < Concordo em punir os acusados de algum crime da época. Mas, melhoraria o quê? Por que nao existe um clamor semelhante, para punir estupradores e assassinos, para punir os traficantes ou os políticos ligados a eles? Para o governo parar de maquear os dados do ensino público, para pararem de sucatear as federais. No mais, nao me lembro de Gandhi ter roubado nenhum banco, ou atentar a segurança pública; nem matar vigias ou coisas do gênero.

    No mais, tenha uma noite/tarde/dia(caso ler essa argumentaçao)

  21. Que fotinho hein…

  22. quero me alistar mais eu nao consigo podem me ajudar mais quero entra no exercito qualquer exercito militar meligar 33183132 ou 87315245 ale

  23. Rossano Teixeira Silva Diz:

    Para Gustav Coutinho, para um país das dimensões do Brasil, abrir mão das forças armadas seria um ato inédito, mas nações menores como a Costa Rica já fizeram isto. Com, pelo menos até o momento, bons resultados do ponto de vista social, pois pude assim canalizar seus recursos para o bem estar da população.

  24. Gostei da viagem.
    Não a classificaria como romântica, mas como improvável.

    Permita-me traçar aí um paralelo:
    Lembra-se do Referendo promovido em 2005, que consultava a população sobre a proibição do comércio de armas? Pois bem… o ceticismo venceu lá, como venceria cá.

    A verdade é que acho que a humanidade não está preparada para receber, admirar e seguir exemplos de paz. O comportamento-padrão criado e incentivado em todos os setores da sociedade é bélico e promove sempre uma espécie de Lei da Selva entre os indivíduos, uma competitividade artificial e incessante.

    Acostumamo-nos a isso. E estranharíamos, por mais incrível que pareça, quando alguém (ou alguma nação) surgisse com uma alternativa pacífica para seus problemas.

    Aplaudo sua intenção, Arthur. E digo mais: concordo com ela. Contudo, sou pessimista em relação à possibilidade disso acontecer em breve. Ah… e não sou de Peruíbe!

    Abraços.

  25. Felipe Oliveira Diz:

    Até interessante isso tudo, mas nao
    nao concordo em quase nada com o que voce diz
    deve-se lembrar que o exercito é formado pelo povo
    si um dia for tentado novamente um golpe militar, com apoio dos democratas, os soldados podem muito bem se omitir e nada acontecer
    eu sou um jovem estudante que ja penso o contrario, precisariamos de um exercito forte e inponente para permitir a segurança de nosso país.
    —Lembre-se daquele ditado, nós só fechamos a porta depois de o ladrao ter entrado———-

    vale resaltar que nao tem porque e nem pra que, ter tankes, caças, porta avioes, submarinos, etc. para reprimir a violencia, entao pergunto a voces
    Como vamos vencer uma guerra contra um país ( por mais fraco q ele seja ) lutando com cavalos, contra tanks caças e etc?
    existiriam muitas baixas, mas com um exercito preparado nao haveria tantas

    lembre-se tambem que estao de olho no nosso petroleo do presal, inclusive nosso presidente ja afirmou publicamente sua preocupaçao.

    ao si resaltar que nao havera mais guerras por motivos das armas quimicas, pensem bem, um dia pode ser feitos sistemas que anulem reatores nucleares, isso é possivel, e pode estar sendo feito, porem em sigilo

    entao ta aí minha opniao
    sou a favor do exercito, inclusive que seja melhor pago e bem armado

  26. Arthur ,
    eu gostaria que você falasse isso na Televisão,
    pra você ser linxado em 1 semana.

    Não acredito que uma pessoa com faculdade possa imaginar que a Policia pode ter alguma chance contra um exercito,é muita BURRICE em um post só.

  27. André Bento Diz:

    Arthur, queremos saber sua resposta, não vai defender-se ???? reage cara, ou vc mudou de idéia ???

  28. Caro André,

    Desculpe-me pela demora. Estive com um sério problema de saúde.

    Não mudei de idéia. Sinto que minha participação constante, tentando
    defender meu ponto de vista, tornaria o debate muito tendencioso. Além
    disso, inibiria outras pessoas que discordassem de meu ponto de vista.
    O que eu tinha para dizer eu já disse. A riqueza não está em convencer
    os demais, e sim na inquietação que o meu ponto de vista provoca. Cada
    crítica, mesmo que discordante, é um ganho para todos.

    Acho que seria triste uma participação mais ativa, onde constrangesse
    as demais pessoas em manifestar tudo o que pensam e o que querem dizer
    sobre o assunto.

    Acreditar na paz é acreditar na democracia. Acreditar na democracia é
    abrir todo o espaço possível para opiniões diversas, até mesmo
    radicalmente contrárias a minha. É ser mais do que
    patriótico. É gozar da opção de ser RACIONALMENTE humano no seu mais
    pleno e belo sentido.

  29. Que grande PALHAÇADA

    se não fosse o GOLPE de 64 os comunistaas teriam instituído uma DITADURA do mesmo jeito!!! A idéia do nosso primeiro presidente militar era devolver o poder para os civis…mas isso acabou não acontecendo…

    Golpe de 64 é uma página virada na história do Brasil

    Vamos discutir a crise econômica mundial??

    Abraço e BOM TEXTO! =)

  30. Especialista Diz:

    Analisando por essa ótica, seria completamente desnecessário ter vigias noturnos em qualquer empresa, especialmente em uma instituição bancária, pois jamais ele teria capacidade de reagir a um assalto de profissionais do mundo do crime, mas mesmo impotente… ele está lá… e gera despesas, é claro, porque? não impede, mas INIBE.

    Percebo que depois dessas considerações aqui do site, o governo deve ter visto e levado em conta, pois de fato está reformulando o Exército… só que no sentido contrário… reaparelhando, atualizando, mudando estratégias…em suma triplicando o orçamento. hehehe. Será que está todo mundo errado e só esse visionário certo? isso me lembra uma piada de uma mãe assistindo um desfile militar e notou que todo o Batalhão estava marchando de passo errado, só o filho dela marchava de passo… “certo”

    Veja os detalhes das mudanças previstas no Boletim do Exército nr 52 agora de 26 de dezembro de 2008.

    Tem mudanças inclusive na participação do Exército na vida das comunidades mais carentes do interior do Brasil, com o serviço CIVIL obrigatório, cada brasileiro, formado ou não, dando sua cota de contribuição para melhorar a vida da comunidade ribeirinha ou sertaneja… Esse Mangabeira… será que por causa dessa mente chegou a ser Professor do Obama?

    Alguém tem que avisar o Presidente que aqui no Site tem alguém que tem uma visão inédita de futuro, a de extinção do Exército. Gostei dessa piada!

    Feliz 2009!

  31. Alexandre Freitas Diz:

    Artur Meucci:
    Até tentei ler seu artigo (ou sua opinião) sobre as FA do Brasil, porém ví que sua intenção em um texto BONITINHO não é tão séria…
    Senão vejamos, por exemplo, a foto que V. Sª postou:
    Trata-se de qualquer exército EUROPEU (eu arriscaria o Francês), menos do nosso EB.
    Você deve ter sofrido algum trauma com o militarismo ou então foi aluno em uma dessas faculdades, onde os professores enrolavam seus ACADÊMICOS com ESTÓRINHAS do regime militar.
    Meu caro, sugiro que pesquise sobre o serviço prestado pelas FA nos confins da Amazônia.
    Você poderia citar qual o período da história da humanidade em que não houve conflito?
    Não precisamos ser potência em Força militar. Somos uma nação pacífica por natureza, mas se preciso for, acredite, teremos todos os recursos possíveis e impossíveis que se possa imaginar.

  32. Daniel L. Wozniak Diz:

    A sua proposta só funcionaria se não existisse mais guerras.
    Mas enquanto houver diferenças haverá conflitos sejam eles entre individuos ou nações.
    As guerras externas só deixariam de existir, quando não existisse mais nações, não existisse fronteiras e o mundo fosse unificado.
    Talvez isso venha a ser possível, mas não é hoje.
    Ao meu ver seu artigo é um equívoco. Mas espero eu estar enganado e que isso acontecesse mesmo.
    As guerras e conflitos são um retrocesso para nossa evolução.

  33. Caro Arthur Meucci,
    Sua proposta, além de patética, carece de qualquer fundamento lógico e apenas demonstra ser o Sr. um cidadão desprovido totalmente de noção patriótica e submetido aos ditames da ideologia esquerdista radical e fracassada, que infelizmente ainda grassa neste País. Sugiro que o Sr. vá difundir sua proposta absurda principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde as Forças Armadas são absolutamente necessárias, em missões complementares e assistenciais, no atendimento nas áreas de saúde, em emergências e calamidades e na manutenção de estradas, além de aspectos outros ligados à especificidade das FFAA. Sonde as respostas na população! Ameaça à Democracia? O Sr também desconhece a História, ou a enxerga de modo errôneo, pois ignora os méritos da Contra-revolução de 64 e do AI-5, que baniram por muito tempo radicais de esquerda energúmenos, como o Sr, desta Terra e sim, PRESERVARAM a Democracia para depois abrirem gradualmente o regime. Minha proposta é exatamente a contrária, que se retorne a um regime de força neste País.

  34. E os facínoras terroristas de esquerda, assassinos, sequestradores de diplomatas e assaltantes de banco vermelhinhos? Vão também responder na “Justiça” pelas atrocidades que cometeram?

    >>> Este BLOG bem mostra seu viés “democrata” ao não publicar estas mensagens…

    • Caro Gerson,

      Comentários como o seu só reforçam minha idéia. É nítido nas suas manifestações que os militares e simpatizantes continuam não dialogando com a sociedade preferindo utilizar calúnias e difamações como argumento. Truculentos no modo de expor sua perspectiva. Ignorantes quanto ao próprio processo histórico. Se houve “terroristas de esquerda”, este teve como CAUSA um regime ditatorial militar que perseguiu e tentou dizimar todos os que pensavam contra seu projeto de país antinaciolista. Afinal de contas, o Golpe de 64 foi financiado pelos EUA e em contrapartida os militares no poder abanaram o rabo para os americanos, abriram as pernas do Brasil para as multinacionais, para a CIA, e sucatearam a indústria brasileira para manter o país dependente da industria e da política capitalista norte americana.
      Veja se hoje, no estado democrático e livre, ainda há terroristas e seqüestradores de diplomatas? Os únicos terroristas são os militares que não querem ser julgados por seus crimes do passado!

      • Errado, meu caro… O Terrorismo de Esquerda já existia BEM ANTES do “golpe” de 64… Essa é a justificativa que tentam fazer todo mundo “engolir”, mas não reflete a verdade… Queriam mesmo era implantar aqui uma REAL DITADURA do proletariado e foram, graças a DEUS, banidos! Golpe financiado pelos EUA? Os EUA apenas não simpatizavam com a idéia de mais um país, como Cuba, vizinho seu, sob a influência comunista e soviética… Porque vc não fala do financiamento da URSS e Cuba à ENXURRADA de subversão e apoio aos terroristas de esquerda que aqui queriam fazer vingar suas podres idéias??? Teus professores de História na faculdade te enrolaram com estorinhas…

      • Crimes do passado? Que crimes??? Por mandar para o espaço terroristas DE ARMAS NA MÃO que queriam transformar este País numa REAL DITADURA de Esquerda??? Os militares do passado deveriam ser PREMIADOS, pois lutaram para preservar a Lei, a Ordem e a DEMOCRACIA neste País. Vc inverte os valores, pois desconhece a verdade em sua essência, ou então a distorce propositadamente. Leia “O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO” de Stephane Courtois pra vc conhecer melhor onde aconteceram as reais ditaduras pelo Mundo e dê mais valor a nossa “Ditabranda”.

  35. O Sr. Alexandre Freitas já diisse tudo acima. As FA no Brasil têm prestado um serviço inestimável, porém isto não aparece, não é visto, por isso alguns o dizem desnecessário. Visitem os pelotões de fronteira na Amazônia; as cidades fronteiriças em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul as cidades atingidas pelas enchentes em Santa Catarina e falem em extinguir o Exército Brasileiro e as FFAA para verem as respostas! Receberão em coro um solene NÃO!!! Pois sem o Exército, sem as FA não há BRASIL!!! A primeira instituição a surgir, quando há NAÇÃO, é a Força Militar nacional… Ridículo é imaginar que um País possa sobreviver sem suas Forças Armadas…

  36. Uma Nação não pode sobreviver sem seu Exército, sem suas Forças Armadas. É total ingenuidade crer que o Brasil, ou qualquer outro país sobreviveria sem as instituições militares. Propor a extinção das Forças Armadas é o mesmo que sugerir que o Brasil acabe. As Forças Armadas são o último baluarte da ordem, da liberdade e da Democracia, embora muitos queiram distorcer o passado, enxergando-o sob a ótica dos ressentidos e fracassados.

  37. Para que servem as Forças Armadas? Eu respondo aqui:
    As Forças Armadas servem para defender a Pátria contra aqueles que não a reconhecem, estrangeiros ou maus brasileiros; para proporcionar poder de dissuasão contra eventuais invasores, desejosos de obter recursos naturais valiosos; para levar o socorro e o resgate às populações desassistidas e isoladas em casos de calamidade que frequentemente ocorrem; para garantir a integridade de nosso território, em todas suas dimensões (terra, subsolo. mar, plataforma continental e aérea); para contribuir com os esforços de integração nacional principalmente nos transportes (terrestres, marítimos, fluviais e aéreos); para contribuir com a melhoria do sistema de saúde nacional (particularmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste); para contribuir com o desenvolvimento do Ensino e da Tecnologia Nacional (vide Colégios Militares, IME e ITA, instituições exemplares e renomadas); para apoiar ações de governo em áreas remotas e inóspitas do território; para manter o culto sagrado aos símbolos nacionais, como a Bandeira e o Hino Nacionais (só lembrados em jogos da seleção brasileira de futebol); ou seja, as Forças Armadas são imprescindíveis para a existência, o desenvolvimento, a ORDEM e o PROGRESSO deste País.

  38. E, finalmente, as Forças Armadas, o EXÉRCITO, em particular, existem, para garantir que idéias como as suas, Sr. Arthur, JAMAIS vinguem, pois seriam extremamente danosas à sociedade brasileira. Aproveite a liberdade garantida pelas mesmas Forças Armadas as quais o Sr. avacalha e expresse-se livremente, até mesmo postando essas imagens ofensivas aos homens e mulheres militares deste País, mas LEMBRE-SE: estamos em ALERTA!!! Atentos aos estrangeiros ambiciosos e aos brasileiros mal-intencionados que insistem no “revisionismo histórico” para denegrir, deturpar, avacalhar e desvalorizar as heróicas instituições militares nacionais, que sempre lutaram bravamente neste País para garantir e manter a VERDADEIRA DEMOCRACIA, não esta que o Sr. falsamente apregoa.

  39. Pelo Dr. DRAUZIO VARELLA:

    “Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima, até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.
    De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe.
    A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.
    É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.
    O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.
    Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: ‘O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena’.
    Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: ‘Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB’.
    Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.
    Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário.
    No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.
    Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica,
    administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.
    Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.
    Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.
    Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das FARC e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria?”

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